O presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, Célio Guergoletto (PMDB), e o prefeito eleito de Londrina Antonio Belinati (PDT) tentam chegar hoje a um acordo sobre o desconto do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para o próximo ano. Amanhã entra em votação na Câmara projeto de lei de Guergoletto propondo a redução do IPTU em 30% para o ano de 1997. O vereador havia protocolado dia 14 de outubro emenda à Lei das Diretrizes Orçamentárias concedendo desconto de 20% no imposto. Em função da promessa de campanha de Belinati de reduzir em 30%, Guergoletto apresenta amanhã substitutivo a seu projeto original, aumentando de 20% para 30% o desconto no tributo.
‘‘Acho que o Belinati tirou a idéia do desconto do meu projeto porque ele apresentou sua proposta apenas no segundo turno, depois do dia 29 de outubro. Mas copiar idéia não é demérito. O importante é que a população se beneficie’’, disse Guergoletto.
Ontem, o verador conversou com o prefeito eleito, que estava em São Paulo, sobre as taxas agregadas. As taxas agregadas, que incluem iluminação pública, serviço de bombeiros, coleta de lixo e manutenção de vias públicas, compõem metade do valor do IPTU. Guergoletto propõe o desconto de 30% apenas sobre o Imposto Predial Urbano (IPU), sem mexer nas taxas agregadas, ou seja, a redução na prática vai significar 15% para o contribuinte. ‘‘Na conversa com o Belinati, ele me disse que sua intenção também é reduzir apenas o valor do IPTU’’, disse Guergoletto.
Na conversa de hoje, deve ficar esclarecida a abrangência do desconto. ‘‘O meu projeto prevê redução para todos os contribuintes. Na fala do Belinati, não está claro se o desconto será apenas para os imóveis da população de renda mais baixa ou para todos’’, afirma o vereador. Guergoletto argumenta que resolveu propor o desconto porque houve desvalorização dos imóveis após o Plano Real.
‘‘Resolvi aumentar para 30% para referendar o que o Belinati prometeu na campanha. Isso vai facilitar o seu trabalho. Afinal, a Câmara vai estar em recesso em janeiro e volta ao trabalho só dia 15 de fevereiro, quando muitos já terão pagado o imposto’’. Se o projeto for aprovado em três sessões, deve ser sancionado pelo prefeito Luiz Eduardo Cheida.

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