Curitiba - Antes mesmo da existência do curso de arquitetura no Estado, os projetistas locais já mostravam preocupação com a beleza de seus prédios e com a funcionalidade da malha urbana da cidade. Um exemplo a ser lembrado é o de Rubens Meister, um profissional da prancheta que viria a se tornar um dos grandes mestres da escola paranaense. Foi ele quem idealizou um dos maiores símbolos da cidade, o Teatro Guaíra.
Sem que a escola de arquitetura estivesse formada, a responsabilidade dos desenhos era dos profissionais projetistas e engenheiros projetistas. Nos anos 40, surgiu Rubens Meister. Mesmo sem ser formado em arquitetura, foi professor da cadeira de arquitetura do curso de engenharia e o primeiro a ter um escritório de projetos na cidade. Foi ele também quem presidiu a comissão que formou o curso de arquitetura da UFPR. Meister é responsável por fazer a ponte entre a arquitetura acadêmica e a moderna. O veterano mestre ainda vive em Curitiba. Está com 81 anos, mas não pode dar entrevista por estar com a saúde debilitada.
Além do criador do Teatro Guaíra e da Estação Rodoferroviária, existiram outros nomes importantes nessa guinada em direção ao futuro. ''Naquela época havia menos arquitetos em Curitiba do que os dedos de uma mão. Mas eram profissionais importantes, alguns vindos de fora, como o Vilanova Artigas'', diz o coordenador de Cultura Paulo Chiesa. ''O Artigas encarna exatamente a função do arquiteto e do mestre. Ele perpetuou sua memória no ensino e nas suas obras. Hoje na Universidade de São Paulo (USP) seu papel ainda é reconhecido'', conta Maria Luiza. São de Artigas prédios importantes como o Hospital São Lucas em Curitiba bem como a Estação Rodoviária, o Hospital da Criança e o Cine Teatro Ouro Verde, todos em Londrina. (A.C.G.)

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