Beira-Mar tinha caviar na cela
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domingo, 15 de setembro de 2002
Agência Estado 
Rio - Os advogados dos traficantes Luís Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e de Celso Luiz Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, vão recorrer à Justiça para tentar transferir seus clientes de batalhões da Polícia Militar para um presídio do Estado do Rio. Por determinação da Secretaria de Segurança Pública, eles saíram de Bangu 1, depois do motim na penitenciária classificada como de segurança máxima, e ficaram isolados em celas de unidades da PM. Beira-Mar foi levado para o Batalhão de Choque na sexta-feira e Celsinho está desde a noite de quinta-feira no Comando de Policiamento do Interior (CPI), em Niterói.
Os advogados reivindicam o direito de os bandidos voltarem a presídios, citando a Lei de Execuções Penais, que prevê que presos condenados a reclusão, caso de ambos, cumpram pena em penitenciárias. Os batalhões da PM se destinam a membros da corporação que tenham cometido crimes ou atos de indisciplina.
Em Bangu 1, além dos telefones celulares que permitiam aos traficantes manter contato com seus cúmplices fora da prisão, foram encontrados objetos como computador portátil, caviar, uísque importado, salmão e outros artigos que comprovam as regalias de que desfrutavam, mesmo cumprindo pena na unidade que deveria ser a mais vigiada do Rio.


