Foi-se o tempo dos cavalos, das carroças, e dos Fordinhos. Chegou-se a era dos ônibus, dos táxis e mototáxis. Agora é a vez das ''peruas'' invadirem o terreno urbano.
Sem avaliar se os ''perueiros'' devem ou não disputar o mercado, o ponto principal a ser questionado é o do transporte na cidade. A população, sem dúvida, pode mais uma vez ser o beneficiário ou o perdedor de qualquer decisão que se tome.
Se liberados, os perueiros oferecerão uma opção a mais ao povo londrinense, possivelmente com tarifas, trajetos e rapidez melhorados. De negativo, irão aumentar o fluxo de veículos tornando o trânsito mais caótico, contribuindo com a poluição (já que a maioria deverá usar diesel) e aumentando o risco de acidentes. E a própria questão da segurança dos passageiros deve ser levada em conta, pois presume-se que as grandes empresas de ônibus disponham somente de motoristas excepcionalmente capacitados para este tipo de transporte. E de positivo poderia haver a questão da concorrência, que numa economia normal resultaria em preços mais em conta e qualidade melhor.
Percebe-se, portanto, que no bate e rebate dos prós e contra as questões a serem avaliadas são muitas. Porém, o que Londrina precisa parece estar longe de qualquer embate. A sociedade clama apenas por um transporte justo, barato e de qualidade, e que não afete o ambiente e o trânsito local. Para chegar a esta condição básica é necessário apenas coerência, eficiência e ética na gestão da cidade.
Mauricio Della Barba

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