A pouco mais de um mês para início da Copa do Mundo no Rio de Janeiro, os torcedores brasileiros voltaram a barbarizar. Nesse final de semana, após uma partida da Série B do Campeonato Brasileiro no Estádio do Arruda, em Recife (PE), o auxiliar de serviços gerais Everton Felipe Santiago confessou ter arrancado e arremessado dois vasos sanitários, com a ajuda de outros dois torcedores, contra a torcida do time adversário. O ato terminou com um homem morto.
Nesse caso em específico, a polícia agiu rápido e prendeu o "torcedor" dias depois. No entanto, informações divulgadas ontem dão conta de que Santiago já havia se envolvido anteriormente em briga de torcidas. Se o homem "era figura conhecida" por que a punição veio só agora? A resposta óbvia é porque praticamente não há punição para este tipo de crime. A responsabilização só ocorre com os casos mais chocantes, de grande repercussão e depois de muita cobrança da sociedade. No entanto, briga entre torcedores nos estádios são recorrentes.
E, diante desses casos, a pergunta inevitável que deve ser feita é se o Brasil realmente está preparado para sediar a Copa. Além da promessa de obras de infraestrutura das cidades que não saíram do papel, a construção dos estádios foi cercada de muita polêmica. Apenas dois deles – Mineirão, de Belo Horizonte (MG) e Castelão, de Fortaleza (CE) – ficaram prontos antes do prazo inicial estipulado pela Fifa. Há indícios de que a reforma da Arena da Baixada, em Curitiba, tenha sido superfaturada. Além disso, a capital do Paraná só foi confirmada como sede em fevereiro, devido aos atrasos na obra.
Outro problema é a segurança. É necessário um homem morrer dessa forma em um estádio para se cogitar a instalação de uma delegacia provisória nos locais? Os estádios que receberão os jogos não terão alambrados ou qualquer outro tipo de separação entre campo e arquibancadas. Os torcedores têm maturidade para não interferir em uma partida? Uma confusão instalada nas arquibancadas chegará facilmente aos gramados. É certo que haverá mais policiais nos locais, mas o cenário de violência gera apreensão.

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