Bandeira tarifária
A proposta de reajustar em 83% o valor da bandeira tarifária vermelha é extremamente acintosa aos brasileiros. Não é a população quem deve pagar pela falta de planejamento da administração pública, que durante todos esses anos não só não se preparou para o crescimento do País como também não chegou a prever um longo período de estiagem como o que ocorre atualmente na Região Sudeste. O consumidor não pode sempre ser obrigado a arcar com uma conta dessas.
Não bastasse o aumento de impostos e contribuições federais e estaduais anunciado neste início de ano e os reajustes anuais da tarifa de energia elétrica, que no ano passado foi bem maior do que a inflação do período. Embora o sistema nacional de geração e distribuição de energia esteja interligado, nunca é demais lembrar que o Paraná é o maior gerador de energia do País e não enfrenta atualmente uma crise hídrica.
A justificativa para implantação do sistema de bandeiras tarifárias é diminuir as perdas de distribuidoras com o aumento de custos, causado pela crise hídrica que elevou o uso de termelétricas. A nova tarifa de bandeira vermelha anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é de R$ 5 para cada 100 quilowatt-hora consumido. No mês passado esse valor era de R$ 3. É uma diferença muito grande para a justificativa apresentada pelo órgão: os cálculos teriam sido feitos em 2013 e, portanto, estão desatualizados. Isso significa que antes de fazer o anúncio oficial, nenhum técnico ou mesmo a presidência da Aneel teria pensado em revisar esses valores?
Não dá para aceitar uma justificativa como essa. É preciso adotar uma gestão mais profissional em órgãos e empresas do governo. A energia elétrica é item fundamental no cotidiano das pessoas. Não bastasse a falta de investimentos em usinas e outras fontes de energia, os consumidores não devem aceitar esse novo índice de reajuste.





