Bancos não podem cobrar pelo DDA
A partir de hoje está disponível, para os usuários dos serviços bancários, o novo método de cobrança, o Débito Direto Autorizado (DDA), que substitui o tradicional boleto bancário de papel. O novo método - que vem sendo chamado de boleto eletrôncio - não muda a relação entre banco e cliente, apenas é mais ágil e, segundo a Federação dos Bancos (Febraban) que o concebeu, é também mais seguro. Com o DDA será possível pagar contas como as de condomínio, cartão de crédito e escola de qualquer lugar, evitando filas. O DDA não abrange, ainda, as cobranças de taxas de luz e água.
Ao emitir um boleto de cobrança, o banco vai checar na Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) se o sacado está cadastrado. Caso ele esteja, o boleto nem será impresso: os dados são enviados para o banco onde o sacado eletrônico tem conta, e o boleto fica acessível pelos métodos eletrônicos.
Embora a adoção deva ser interessante também para o usuário, pela sua praticidade, a opção é facultativa. Pode ser feita com o preenchimento de um formulário online ou nas agências.
Vale alertar os clientes que os bancos não vão poder cobrar taxa pelo serviço prestado via DDA. Nem pode cobrar taxas pela mudança de sistema. Pelo menos é o que informa um comunicado do Banco Central divulgado na sexta-feira.
A Febraban, ao divulgar a informação, tratou de conferir um sentido ecológico à iniciativa e até incluiu nos textos a estimativa de árvores que deixarão de ser cortadas com a substituição dos boletos de papel pelos de plástico. O carater ambiental é válido mas é apenas um ganho indireto.
A automação bancária é um processo que avança. A busca da praticidade e outras facilidades para ganhar o cliente corre em paralelo a outra variável importante: a redução dos custos dos serviços. Se os bancos se esforçaram nos últimos anos para reduzir o número de trabalhadores - e conseguiram, provocando um grande número de desempregados - a estratégia, agora, inclui a rapidez operacional e a terceirização de serviços. Com isso o número de empregos diretos gerados pelos bancos tende a sofrer nova redução, talvez mais drástica do que a vivida pelo setor a partir de meados dos anos 90.





