Soja


A produção de 2002 alcançou 9,58 milhões de toneladas, um novo recorde de produção. O destaque foi a comercialização que este ano favoreceu bastante o produtor. No início do ano, a soja estava cotada ao produtor por R$ 23,61 e hoje está sendo vendida por R$ 43,39 o que corresponde a um aumento de 83%. Em relação ao ano passado, quando o preço médio foi de R$ 19,00 a saca, o aumento para o produtor foi de 123,3%, informou o Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Deral). O desempenho da soja deste ano está alavancando o plantio da próxima safra, que será uma área recorde no Paraná. A previsão de produção, se não houver problema de clima, varia de 10,4 a 10,9 milhões de toneladas.



Milho


A produção de milho este ano, entre a produção da safrinha e do período normal de plantio, deve somar 9,5 milhões de toneladas, cerca de 30% inferiores à produção do ano passado, que somou 12,67 milhões de toneladas. A produção foi menor, mas o preço explodiu este ano. O milho iniciou o ano cotado a R$ 10,35 a saca e hoje o produtor está recebendo em média, R$ 22,00 a saca, um aumento de 112% ao longo do ano. O quadro de oferta e demanda, anunciado pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) está bastante apertado este ano e prevê um déficit de quase um milhão de toneladas para suprir o consumo, sem considerar as exportações que elevaram ainda mais esse déficit.



Trigo


A frustração com o plantio de trigo este ano foi grande. A lavoura teve quebra de 40% em função de estiagem, seguida de geadas. A previsão do Deral era colher 2,4 milhões de toneladas e foram colhidas 1,48 milhões de toneladas, uma perda de quase um milhão de toneladas. Se não houvesse o prejuízo do clima, os produtores iriam colher a maior safra de trigo desde o início dos anos 90. Quem conseguiu colher, o faturamento foi acima do esperado. O trigo iniciou o ano com a cotação de R$ 16,63 a saca e atualmente o produtor está recebendo em torno de R$ 31,16 a saca, um aumento de 71,2%.


Feijão


O ano foi de recuperação da produção e de bons preços. O Paraná voltou a produzir acima de 500 mil toneladas, que vinha sendo a média de produção entre as três safras nos últimos anos. Este ano serão colhidas 612 mil toneladas. O produtor está recebendo 20% a mais na venda do feijão carioca, em relação às vendas feitas no ano passado. No feijão preto, o produtor está ganhando 48% a mais em relação ao ano passado.


Café


A produção colhida este ano rendeu 2 milhões de sacas, o que marca uma recuperação da produção após as geadas de 2000. No ano passado, ainda reflexo da geada, foram colhidas apenas 500 mil sacas. Apesar disso, a comercialização foi péssima para os cafeicultores. No início da colheita, em maio, a cotação do café ao produtor era de R$ 73,00 a saca, permanecendo nesse patamar até agosto. Hoje o produtor já recebe em torno de R$ 133,00 a saca, um aumento de 82% em relação ao início da safra.


Cana de açúcar


O Paraná está colhendo este ano 28,15 milhões de toneladas de cana de açúcar, que corresponde a um incremento de 18% na produção em relação ao no passado, quando foram colhidas 23 milhões de toneladas de cana. A produção do Paraná já representa 8% da produção brasileira. As usinas reajustaram o preço do açúcar cristal em 84,6% nos últimos sete meses. O produto era negociado por R$ 21,43 a saca de 50 quilos no início de abril e, no início de novembro o produto já estava sendo ofertado por R$ 39,55 o mesmo volume.

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