Bala perdida mata menina durante festa do Atlético
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2001
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Curitiba A festa da torcida atleticana terminou em tragédia no bairro Nossa Senhora da Luz, considerado um dos mais violentos de Curitiba. A menina de sete anos, Carina Santana, filha de um cabo da Polícia Militar, estava na praça comemorando a vitória do Atlético quando um grupo de rapazes passou pelo local disparando tiros para o alto. Um deles atingiu o pescoço da menina, que foi levada para o Hospital do Trabalhador onde teria chegado morta.
O crime cometido por irresponsáveis revoltou os moradores do local. Enquanto isso, as ruas próximas à Arena da Baixada e do centro de Curitiba ficaram congestionadas pelos torcedores que celebraram a conquista inédita do Campeonato Brasileiro pelo Atlético. Logo após o término da partida, as esquinas foram tomadas por bandeiras rubro-negras.
Aproximadamente 250 policiais monitoraram a comemoração no centro da capital paranaense. A Avenida Batel, tradicional ponto de encontro dos curitibanos, foi invadida por torcedores de várias idades. De dentro dos carros ou na calçada, as pessoas não se cansavam de gritar o nome do time campeão. Na Arena da Baixada, a banda Blindagem comandou um show que iria se estender até a chegada dos jogadores do Atlético, prevista para as 22 horas. O Litoral do Estado também parou para comemorar o título. Em Paranaguá, Morretes, Matinhos e Guaratuba, as ruas ficaram cheias de torcedores.
''É Atlético na cabeça'', gritava a torcedora Silvana do Rocio, que estava com o filho e o marido. ''Vim cuidar do meu marido, porque as atleticanas são muito bonitas'', brincou. A presença das mulheres na conquista do título foi maciça, assim como em todo o Campeonato Brasileiro. ''É importante a gente mostrar para as mulheres que estão em casa que têm que sair na rua para sentir a emoção do título'', afirmou Simari Beatriz Mendes, que estava com quatro amigas.
As irmãs Elaine, Luci e Santa Moreira festejaram o título em nome do pai, já falecido. ''Ele era tão fanático que comprou uma casa do lado da Arena. Vou levar uma bandeira no túmulo dele para ele ficar sabendo da conquista'', contou Elaine.


