Baixa umidade do ar coloca Londrina em alerta
Município registrou mínima de 11% na umidade do ar, um dos piores índices já registrados
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de setembro de 2025
Município registrou mínima de 11% na umidade do ar, um dos piores índices já registrados
Folha de Londrina 
Autoridades da área de saúde e clima fazem um alerta à população para o tempo seco extremo que atingiu Londrina. A baixa umidade relativa do ar caiu para índices abaixo de 12%, fator que combinado com temperaturas altas eleva o risco de queimadas e de problemas de saúde.
Segundo a agrometeorologista Heverly Morais, do IDR-PR (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná), Londrina anotou mínima de 11% na umidade do ar, um dos piores números já registrados na história e entrou em estado de emergência devido a essa condição de seca extrema.
Segundo ela, a marcação foi feita entre as 15h e 18h de quarta-feira (10). A especialista acredita que a condição tenha se repetido na quinta-feira (11). Na escala de criticidade do instituto, 30% a 20% de umidade requer estado de atenção, 19% a 12% alerta e 11% ou menos alerta máximo de emergência.
Em entrevista à FOLHA, a agrometeorologista advertiu que a porcentagem mínima anotada não se estendeu durante todo o dia. Na quarta-feira, por exemplo, a média do dia completo registrada foi de 36% de umidade, o que não atenua a gravidade da situação. "Esse número já é ruim como mínima, imagina como média. Desde o dia 8 [de setembro], a situação está bem crítica", disse.
Até o momento, a média de umidade do ar em setembro é de 48%, número bem abaixo dos 63% registrados no histórico do mês. Vale destacar que, dos 10 primeiros dias de setembro, metade marcou média inferior a 40%. Agosto, apesar de ter resultados melhores que o mês subsequente, ficou 5 pontos percentuais abaixo da média histórica, que é de 62%.
O clima está tão seco que mesmo à noite não vem acontecendo a condensação do orvalho. Na madrugada, a umidade deveria chegar a 100%, mas o índice não tem passado de 70%. Não há perspectivas de melhora acentuada nos próximos dias, pois não há previsão de chuvas importantes para os próximos dias.
O importante é prevenir, como alertam os profissionais de saúde, evitando sair de casa nos horários mais críticos de calor, entre 10 e 17 horas, e hidratar-se.
A situação é preocupante não apenas pela saúde da população, especialmente das crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, mas também pelo impacto ambiental e econômico causado pela deterioração da qualidade do ar e eventuais queimadas.
Os conselhos dos especialistas não podem ser ignorados. Eles são um chamado para o cuidado dos mais vulneráveis, para a prevenção e pela valorização do meio ambiente.
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