Baixa adesão à vacina acende alerta às vésperas do inverno
A cobertura vacinal está em 33,35%, muito abaixo da meta, que é atingir 90% da população alvo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de maio de 2026
A cobertura vacinal está em 33,35%, muito abaixo da meta, que é atingir 90% da população alvo
Folha de Londrina 
A divulgação, pela Secretaria de Saúde de Londrina, do balanço da Campanha de Vacinação contra Influenza, traz um dado bastante preocupante, principalmente se considerarmos a chegada do período mais frio do ano. A cobertura vacinal está em 33,35%, muito abaixo da meta, que é atingir 90% da população alvo. Para se ter uma ideia, apenas 38,51% dos idosos foram imunizados, índice ainda menor entre as crianças com até seis anos: 12,12%. Entre as gestantes, a taxa passou de 50 por cento, chegando a 67,40%.
Ao todo, a cidade soma 68.944 doses aplicadas na campanha iniciada em 28 de março. A vacina contra a gripe também está liberada para os profissionais e trabalhadores da área de saúde, pessoas com deficiência (PCD), pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, portuários, dos correios, caminhoneiros, profissionais das forças de segurança e salvamento, das forças armadas, população privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens até 21 anos de idade sob medidas socioeducativas.
As pessoas que fazem parte dos grupos prioritários podem procurar as salas de vacinação das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de segunda a sexta, das 7h às 18h30. Para receber a vacina contra gripe, basta apresentar um documento oficial de identificação e, se necessário, um documento que comprove o vínculo profissional.
Segundo a diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Fernanda Fabrin, essa época do ano é, historicamente, o período de maior circulação do vírus da influenza, devido a mudança de estação e condições climáticas. Por isso, a baixa cobertura vacinal representa um risco concreto à saúde coletiva, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
É importante que o poder público reforce as estratégias de conscientização e facilite ainda mais o acesso às doses. Mas é fundamental também que a população compreenda seu papel e busque a imunização. A vacina continua sendo a forma mais eficaz de prevenção e, neste momento, a responsabilidade individual se traduz em proteção para toda a comunidade.
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