Bairro tenta regularizar fornecimento
Retrato da mulher brasileira de baixa renda, que responde pelo sustento da família, independentemente da figura do pai, marido ou namorado, as donas de casa Devanira de Andrade Franco, 41 anos, e Aparecida Brazilena Alves Parente, 36 anos, não têm os mesmos problemas que Silva e Ivone. Elas não pagam, mas têm água da Sanepar. As duas vivem com a família, no ex-assentamento Monte Cristo, que virou Jardim Monte Cristo. Embora faça bicos como empregada doméstica na vizinhança para botar comida na mesa dos cinco filhos, Aparecida acha justo ''cobrar de quem está consumindo''. Ela contribuiu com R$ 4,50 na semana passada para que o encanamento comunitário, para oito casas, seja regularizado. Para colocar água dentro de casa, Aparecida recolheu os canos numa pedreira, onde são despejados entulhos, restos de construção. ''Fazer as coisas, vai da força de vontade de cada um'', simplifica.





