A decisão da China de suspender as restrições à compra de carne de frango brasileira é uma notícia que repercute de forma direta e positiva na economia do Paraná. Líder nacional na produção, o estado responde por mais de um terço de todo o frango abatido no país e é também o principal exportador do produto. O retorno do mercado chinês — que sozinho representa entre 10% e 12% da produção paranaense — tende a fortalecer ainda mais a balança comercial estadual, que já vem registrando sucessivos superávits nos últimos anos.

O episódio da gripe aviária no Rio Grande do Sul, que motivou a suspensão temporária das compras, foi controlado com rapidez e eficiência, resultado da estrutura sanitária e do trabalho técnico conduzido por órgãos de sanidade animal. A pronta resposta brasileira e, em especial, o controle rigoroso mantido no Paraná, com a Adapar, reforçam a credibilidade internacional da agroindústria local. O reconhecimento chinês é, portanto, também um reconhecimento à sanidade, à tecnologia e à capacidade organizacional que marcam a avicultura paranaense.

A reabertura do mercado asiático chega em um momento de desempenho sólido das exportações estaduais. Entre janeiro e setembro, o Paraná acumula superávit de cerca de US$ 2,1 bilhões, com destaque para a carne de frango e a soja, principais produtos da pauta de vendas externas. O fortalecimento das exportações amplia a arrecadação, movimenta cadeias produtivas regionais e consolida o papel do estado como um dos motores do agronegócio brasileiro.

As cooperativas, peças centrais desse sistema, também se beneficiam diretamente. Elas reúnem milhares de produtores integrados, sustentam redes de inovação e são responsáveis por uma parcela significativa das exportações do setor. O cooperativismo paranaense demonstra, mais uma vez, sua importância estratégica: garante escala, qualidade e estabilidade de produção, ao mesmo tempo em que distribui renda e impulsiona o desenvolvimento local.

O frango é uma peça-chave do agronegócio paranaense, e poder voltar a contar com o maior parceiro comercial do setor representa um impulso importante para toda a cadeia produtiva. O movimento reforça a posição do Estado como protagonista no cenário exportador brasileiro e consolida sua vocação para unir eficiência produtiva, sanidade e integração cooperativista.

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