Aviação e infraestrutura
O crescimento econômico registrado nos últimos anos e o fortalecimento da economia nacional contribuíram para o desenvolvimento de um outro mercado: o da aviação civil. Nunca o brasileiro voou tanto, segundo dados da Associação Brasileira de Aviação Geral. Além dos voos comerciais operados pelas companhias aéreas, o mercado de aeronaves executivas e de helicópteros também registra aquecimento. Só no ano passado houve crescimento de 4,9% na comparação com 2012, conforme dados do Anuário Brasileiro da Aviação Geral.
A população com maior poder aquisitivo tem apostado nesse segmento em nome do conforto e da praticidade. Com a redução dos custos, tanto para aquisição do bem como para sua manutenção, o investimento tem sido encarado como uma boa opção. E, sem dúvida, é uma alternativa ao transporte terrestre, bem mais demorado e com estradas deficitárias. No entanto, assim como ocorre em praticamente todos os setores que demandam investimentos públicos, a estrutura dos aeroportos não tem condições de suportar esse crescimento.
Além disso, é preciso registrar que houve um significativo aumento do número de acidentes aéreos, registrados com aeronaves menores. Como a maioria dos aviões executivos que operam no Brasil foi comprada usada, é preciso reforçar a necessidade da correta manutenção. E, nesse ponto, o governo tem que atuar de forma firme.
É preciso fiscalização intensa para assegurar boas condições de voo e, dessa forma, evitar os desastres. Se, como abordado em matéria de hoje, a estrutura dos aeroportos operados pela Infraero pouco aumentou, o mesmo pode ter ocorrido com os controladores de voo atividade fundamental para garantir a segurança aérea.
Se a infraestrutura logística tem sido apontada como um dos principais gargalos ao desenvolvimento do País, deve-se voltar também para o transporte aéreo. Além do transporte de passageiros, a atividade comercial brasileira também pode ser fomentada por meio das cargas aéreas. São investimentos importantes ao crescimento do País.





