Avanços no trânsito, mas desafio permanece
Número de óbitos cai 22% nas vias urbanas de Londrina em 2025
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Número de óbitos cai 22% nas vias urbanas de Londrina em 2025
Folha de Londrina 
Merece reconhecimento a notícia da redução no número de mortes no trânsito de Londrina, registrada no último ano. A queda de 22,4% nos óbitos nas vias e de 40% nas mortes por atropelamento em comparação com 2024 sinaliza avanços importantes na gestão do tráfego e na segurança viária do município. Mas mesmo assim, os números absolutos revelam que o trânsito continua sendo um dos principais desafios urbanos quando o assunto é preservação da vida.
Seguindo dados divulgados pela CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), Londrina registrou 38 mortes nas ruas e avenidas da cidade, além de rodovias no trecho urbano, como a PR-538 e a PR-545. Em 2024, foram 49 óbitos. Somando os sinistros com vítimas fatais nas rodovias estaduais e federais que passam pelo município (BR-369 e as PRs 445 e 538), foram 59 mortes nos 12 meses do ano passado. Em 2024, o número total foi de 61.
Embora o total represente uma redução modesta de 3,2% em relação ao ano anterior, cada morte registrada reforça a necessidade de políticas públicas contínuas e estruturadas para enfrentar um problema que afeta diretamente a saúde pública e a qualidade de vida da população. Ainda sobre acidentes com vítimas fatais, o número de atropelamentos com mortes caiu de 15 em 2024 para 9 no ano passado.
Os dados divulgados pela CMTU apontam tendências relevantes. A expressiva diminuição nos atropelamentos fatais indica que intervenções como melhorias na sinalização, ações educativas e fiscalização mais rigorosa podem gerar resultados concretos. Por outro lado, não podemos esquecer que o fato de que motociclistas representarem a maioria das vítimas fatais demonstra um ponto crítico que exige atenção especial, seja na formação dos condutores, seja na fiscalização e no planejamento viário voltado a esse público.
Também chama atenção o perfil das vítimas: predominantemente homens, em idade economicamente ativa. Esse recorte amplia o impacto social e econômico dos sinistros de trânsito, que vão além das estatísticas e atingem famílias inteiras, o sistema de saúde e a própria dinâmica urbana.
Avançar na segurança viária é um trabalho complexo que exige persistência, investimento contínuo e engajamento coletivo. Poder público, motoristas, pedestres e ciclistas têm a responsabilidade de transformar o trânsito em um espaço mais seguro.
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