Passados quatro anos da epidemia mundial de gripe A, o assunto voltou aos noticiários nacionais. No início da semana, estatística divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aponta para um aumento superior a 110% da incidência da doença. O vírus H1N1 circula em 73 municípios, sendo que a maioria dos casos está concentrada em Curitiba, Foz do Iguaçu, Pato Branco e Ponta Grossa. Até agora foram registradas 14 mortes. Neste ano, segundo dados do Ministério da Saúde já ocorreram mais mortes que em todo o ano passado. Santa Catarina é o Estado com o maior número: foram 38 nos seis primeiros meses do ano.
A partir da nova escalada da doença é possível chegar à conclusão que houve um relaxamento tanto da população quanto das autoridades de saúde. A maioria das campanhas de vacinação não atingiu as metas, inclusive no Paraná. Outro ponto a ser questionado é a faixa etária incluída. A definição de grupos prioritários (profissionais de saúde, gestantes, idosos e crianças de 6 meses a 2 anos incompletos) também precisa ser revista. Se já vem sendo registrado um aumento no número de casos em muitos Estados não seria o caso de ampliar a vacinação para outros grupos? O custo de uma campanha nacional não seria menor do que os gastos com exames, medicamentos e internações hospitalares?
Por outro lado, as pessoas ainda não se mostram tão preocupadas com o avanço da doença, como já relatado em reportagem desta FOLHA. A vigilância deve ser constante, inclusive com a intensificação de simples hábitos de higiene, como lavar as mãos. Outro importante procedimento é manter os ambientes arejados, uma vez que o vírus precisa de uma distância de mais ou menos um metro para ser transmitido e sobrevive até sete horas fora do corpo humano. O álcool gel também se faz extremamente necessário porque é mais eficiente do que o sabão. É preciso uma união de esforços para conter o avanço do vírus.

mockup