Mesmo com a chegada do outono e temperaturas mais baixas, a dengue avança no Paraná. Dados da 17ª Regional de Saúde, localizada em Londrina, indicam que pelo menos nove municípios estão com índice de infestação muito acima do limite tolerável pela Organização Mundial de Saúde, que é de 1%. Dentre eles está Ibiporã, que já enfrenta uma epidemia. No Norte Pioneiro a vigilância sanitária está em alerta. No Oeste e Noroeste a situação é considerada grave.
O total de casos já passa dos 8,5 mil, espalhados por 164 municípios. Duas mortes foram confirmadas semana passada (uma no Norte e outra no Noroeste); no total cinco já morreram. Os números confirmam a falta de cuidados da população com relação ao avanço da dengue. O mosquito Aedes aegypti se reproduz em água parada e, por isso, a importância de não jogar qualquer objeto ao ar livre que possa facilitar a reprodução do mosquito. Um ovo pode sobreviver por 450 dias, mesmo se o local onde for depositado estiver seco. Caso a área receba água novamente, o ovo ficará ativo e pode atingir a fase adulta em um período de dois a três dias. Para se ter uma ideia, em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.
Importante que a população se conscientize que a dengue não é problema apenas das autoridades. O controle está nas atitudes e no comportamento das pessoas que, infelizmente, parecem não se importar com a escalada do número de casos e que, no final, serão as principais prejudicadas. O atual cenário é preocupante e, por isso, a necessidade de se investir em campanhas de conscientização. A população precisa estar consciente dos riscos e perigos da doença, que pode até matar.
Além disso, é preciso intensificar a fiscalização em imóveis para identificar criadouros do mosquito. Os proprietários devem ser responsabilizados porque estão expondo toda a população ao mosquito transmissor da dengue. É caso de saúde pública.

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