Avaliar finalidade de ONGs e fiscalizá-las
Conhecendo-se o quanto os governos esbanjam, pela densidade dos gastos abusivos, é sempre preferível que uma quantidade maior de dinheiro esteja em poder do povo, do setor produtivo e das instituições privadas. Porque assim faz seu giro e promove o desenvolvimento, desta forma quintuplicando-se e gerando uma positiva reação em cadeia. Já nas mãos do poder público, pouco é destinado a obras sólidas, porque boa parte destina-se a gordos salários (em ambiente de excesso de pessoal), despesas sem fim e também corrupção.
Se a soma de R$ 1,04 bilhão de dinheiro público é destinada anualmente a organizações não governamentais (ONGs) e a fundações, no Paraná, esta aplicação de dinheiro é boa se atender a finalidades assistenciais e outras de interesse público. Não faltaram denúncias de corrupção nesse meio, no Brasil, por isso é preciso rigorosa fiscalização que deve começar quando uma ONG se apresenta para propor convênio e receber verbas. O que se exige é transparência e contínuo controle para que não haja desvios.
O Tribunal de Contas do Estado e a Assembleia Legislativa já anunciaram ampliação da fiscalização. É preciso que também o povo tenha acesso mais amplo às ONGs e demais entidades beneficiadas e aos respectivos valores. A destinação do dinheiro a elas é feito pelo Governo do Estado e pelas prefeituras, e como se viu pelo total o valor é alto e houve o substancial aumento de 53% de dois anos para cá. Se houver disciplinamento no sistema e correta aplicação dos recursos não há o que questionar. Não faz diferença se obras sociais são realizadas pelo poder público ou por instituições conveniadas, importando que haja honestidade e correta aplicação das verbas, sem desperdício. Todos os valores em dinheiro que se encontram nos cofres dos governos pertencem ao povo, e a essa origem devem retornar em forma da própria moeda ou em obras e serviços. Instituições privadas geralmente têm mais especialização e vocação que os governos para lidar com ações sociais, por isso, são valiosas parceiras e precisam receber também os auxílios correspondentes que se somam aos dos colaboradores particulares.
Se no Brasil é muito difícil controlar a destinação das verbas públicas, não há outro caminho senão o empenho na adoção de critérios e de fiscalização, porque na grande maioria dos casos as instituições não lucrativas de caráter beneficente prestam relevantes serviços e não se pode dispensá-las. Como tudo, se há prevalência do bom propósito e da honestidade as coisas funcionam e devem ser apoiadas e incentivadas.





