Para exercerem sua função social, as escolas brasileiras precisam possibilitar o cultivo dos bens culturais e sociais, considerando as expectativas e necessidades dos alunos, pais, professores, orientadores educacionais e comunidade, enfim, de todos os envolvidos no processo educativo.
É nesse universo que o aluno vivencia situações diversificadas que favorecem o aprendizado. Isso permite que ele dialogue de maneira competente com a sociedade, exerça seus direitos, ouvindo e sendo ouvido e participando ativamente da vida científica, cultural, social e política do País e do mundo.
A Lei de Diretrizes de Bases da Educação LDB 9.394, de 1996 traz no seu artigo segundo dos princípios e fins da Educação Nacional que a educação é dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Quanto à avaliação podemos dizer que ela faz parte da prática pedagógica do professor. Para Luckesi (1996), o processo de avaliação compreende três etapas: a) medida do aproveitamento escolar; b) a transformação da medida em nota ou conceito; c) utilização dos resultados identificados. Pela prática e conhecimento do assunto, o professor realiza as duas primeiras etapas sem problemas. A terceira etapa é a mais difícil.
Será que a preocupação maior se dá com a verificação e não com a avaliação? O autor afirma que: ''A atual prática de avaliação escolar estipula como função do ato de avaliar a classificação e não o diagnóstico, como deveria ser constitutivamente''.
Se passarmos a tratar a avaliação como um diagnóstico do aprendizado dos nossos alunos, para a partir daí reforçarmos os conteúdos, com certeza estaremos indo ao encontro do que preconiza Luckesi.
Concluímos que a concepção de avaliação é bem mais ampla do que frequentemente se define. Por outro lado, o aspecto da qualidade do processo educacional também reside no fato da rotina do trabalho, que muitas vezes impede que o professor realize um exercício intelectual mais profundo. Contudo, o professor Paulo Freire recomenda: ''A prática de pensar a prática é a melhor maneira de pensar certo.''
ARTUR APÓSTOLO DE OLIVEIRA NETTO é sociológo, professor e especialista em avaliação educacional em Londrina

mockup