Avaliação do ensino superior
Criado para medir a qualidade do ensino superior no Brasil, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior ainda gera polêmica. Dez anos depois, ainda há opiniões favoráveis e contrárias. No entanto, é praticamente consenso que o sistema de avaliação apresenta várias falhas, que acabam por prejudicar alunos e instituições.
Se o atual método de avaliação é falho, cabe ressaltar a importância de ser ter um sistema avaliativo. A educação é uma das deficiências brasileiras e a qualidade do ensino público e privado tem que ser medida. No entanto, essa avaliação precisa ser eficiente e assertiva. Implantar qualquer modelo, apenas para constar um método, não gera qualquer benefício. Importante salientar que a criação de cursos de graduação e pós-graduação deve passar por um processo mais severo para sua implantação. Antes da autorização, o Ministério da Educação tem que certificar se a instituição tem a mínima estrutura para receber os alunos, se o corpo docente é qualificado e se há condições de ofertar um ensino de qualidade. Depois que os estudantes já concluíram a graduação, fica mais difícil "negar um diploma".
Nos últimos anos, a educação superior foi popularizada. Esse movimento ocorreu principalmente graças aos programas públicos, como o ProUni e o Fies. É um fator importante porque significa que membros de classes sociais antes excluídas da educação formal agora têm acesso a um diploma universitário. No entanto, assim como ocorre nos demais níveis do ensino, somente manter alunos matriculados não gera efeitos positivos. É preciso avançar mais.
Crianças e adolescentes têm que entender o que leem e devem conseguir executar operações matemáticas. Já os jovens têm que sair da faculdade aptos a enfrentar e a se manter no mercado de trabalho. A qualificação dos trabalhadores é fator fundamental para o desenvolvimento do País.





