A falta de fiscalização e de um policiamento ostensivo no Estado é latente. Informação do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) aponta que 31,27% da frota, o que corresponde a 1.996.575 veículos, estão em situação irregular, seja por inadimplência da taxa de licenciamento, do seguro obrigatório DPVAT ou por falta de pagamento de multas. É absurda a constatação de que tantos veículos estão em circulação de forma irregular, o que corrobora a afirmação de que a fiscalização é falha.
Além disso, também cabe levantar a hipótese de que se uma grande quantidade de veículos está em circulação de forma irregular e não são pegos em blitze e fiscalizações, drogas e mercadorias contrabandeadas e pirateadas também têm trânsito livre no Estado. Embora estatísticas dos órgãos de fiscalização apontem para um aumento nas apreensões de produtos ilícitos, é de se supor que o volume transportado é muito maior.
Blitze e campanhas educativas no trânsito nunca são desnecessárias. Estas ações contribuiriam, por exemplo, para a redução dos acidentes de trânsito, para fazer a valer o cumprimento da legislação e, principalmente, para conscientizar os motoristas sobre a direção segura.
Outro ponto que também merece discussão é a situação de carros, caminhões e motocicletas que transitam na maioria dos municípios paranaenses sem qualquer condição, sem equipamentos básicos de segurança, sem manutenção adequada e que provocam transtornos no trânsito. Outro fator é a emissão de poluentes, item que teria que ser modificado nos veículos mais antigos. A exemplo de outros Estados, seria importante que o Paraná também implantasse uma vistoria obrigatória até para tirar de circulação esses automóveis que estão sem condições de tráfego.
Atualmente com a facilidade de concessão do crédito e com o aumento da geração de empregos e da renda dos brasileiros, a compra de automóveis novos está mais facilitada. A indústria automobilística vem batendo sucessivos recordes, o que mantém o nível de postos de trabalho, aumenta a arrecadação de impostos e ainda contribui para diminuir a idade média da frota nacional.

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