A FOLHA fez, no início de 2006, um debate com os diretores do Automóvel Clube do Café (ACC) e representantes da sociedade sobre as formas para melhor utilização do Autódromo Ayrton Senna. Um ano depois, o que vem sendo feito? As propostas foram postas em prática? O presidente do ACC, José Carlos Messas, diz que o trabalho vem surtindo efeito e que pretende desenvolver no londrinense o hábito de participar de eventos esportivos no local. ''Ano passado tivemos um recorde de público no nosso campeonato. Por três etapas seguidas, foram mais de 4 mil pessoas. Acredito que isso já seja resultado da divulgação e do apoio que recebemos. Temos que criar o hábito das famílias virem ao autódromo.''

Como o ACC utilizou o autódromo, que eventos promoveu?
Tivemos um calendário completo, provas de fora e eventos locais. Para este ano, já estão fechados a Stock Car, em julho, e o Troféu Maseratti, em agosto, uma prova do Campeonato Paranaense, o Campeonato Metropolitano e a Copa Paraná de Arrancada. Os finais de semana estão todos ocupados. Também poderemos ter uma prova da Federação Paulista em agosto ou setembro.

No debate, foi proposta a criação de escola de pilotagem. Como está esse projeto?
Temos o professor e o carro está sendo montando. Agora, temos que viabilizar recurso para pagar a pessoa que está desenvolvendo o carro. Acredito que até o meio do ano vai estar em funcionamento. As aulas teóricas, tudo certo. Mas, precisa de pelo menos um carro para as aulas práticas. Para as motos, temos projetos dentro da Suzuki, Yamaha, Honda, para desenvolvimento de motos para a escolinha. Cada fábrica vai ceder uma em comodato - temos que devolver no final do ano em perfeito estado. Já temos o instrutor, estamos esperando apenas as motos.

Existe algum projeto funcionando?
Iniciamos a Escolinha de Bicicross, temos cem atletas treinando no espaço que fica ao lado do oval e que não era utilizado. Fizemos também o planejamento de uma escola de sinalização - aquele pessoal que fica na pista sinalizando com bandeiras, rádio. Fizemos um contato com o pessoal do Caic do União da Vitória e eles nos cederam alunos para participar da escola, ministramos algumas aulas, mas depois teve a greve e ficou tudo paralisado. Agora, vamos retomar o trabalho e o pessoal da escola de sinalização deve ir para campo.

É muito difícil trazer provas estaduais e nacionais, já que a cidade não tem tradição em automobilismo?
A falta de tradição não influencia. A localização dificulta um pouco. Mas, com o trabalho da diretoria de marketing, vamos colocando o autódromo no calendário.

Quais as metas a médio e longo prazo?
Temos um projeto de ampliação das áreas de escape da pista e construção de arquibancadas. Precisamos também aumentar a quantidade de boxes para trazer categorias maiores. Adequar e atualizar os equipamentos da Torre e fazer uma nova sede de ambulatório, pois a atual está defasada.

Qual o custo dessas obras?
Fizemos levantamento em outubro e atingiu R$ 2,5 milhões. Não é pouco, mas vamos lutar para isso.

De onde vêm os recursos para os investimentos?
Para as obras maiores, estamos buscando parceiras. Para a manutenção, temos apenas o aluguel de pista. O contrato de gestão do autódromo diz que o ACC é responsável por tudo. O ano passado foi alugado o tempo todo, porque é a nossa única possibilidade de levantar recursos. Temos que oferecer a pista para todo mundo.

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