Autoconhecimento é diferencial no mercado
PUBLICAÇÃO
domingo, 08 de março de 2009
Tatiana Aude<br>Carreira & Sucesso 
Os espiritualistas chamam de mediunidade. Já as mulheres denominam como sexto sentido. E muitos, em geral, acreditam ser simplesmente intuição. O fato é que, independente do nome, as pessoas sentem qual é o melhor momento para realizar determinada tarefa, seja realizar um passeio, agendar uma viagem, firmar um compromisso, concretizar um sonho ou buscar um novo emprego.
Saber a hora certa de tomar decisões importantes é tão essencial quanto a escolha das palavras que serão ditas em uma conversa séria. Isso porque, quando uma pessoa não se sente 100% preparada pode colocar boas oportunidades a perder.
Se o mundo moderno já impôs um ritmo acelerado, deixando as pessoas mais nervosas, a crise financeira só veio acentuar ainda mais os questionamentos. Um fenômeno que, de acordo com a psicodramatista Madalena Cabral Rehder não é tão contemporâneo assim.
''Estamos em um período similar ao final da década de 1970 e 1980, quando ocorreram greves e demissões em massa, e a lei do 'tirar vantagem' se instalou no País. É normal que nessas fases as pessoas fiquem mais vulneráveis a problemas e transtornos psicológicos, mas é também quando grandes profissionais conseguem mostrar trabalhos brilhantes'', acentua.
Madalena acredita que a prioridade, antes de buscar manter-se no mercado - ou conseguir um emprego que agregue realização, remuneração e estabilidade - é a de fazer uma faxina interna pois, sem ela, há grandes chances da pessoa ficar paralisada.
''É preciso selecionar o que serve e o que não serve, doar, queimar, jogar fora, e trabalhar com atitudes de apego e desapego, para conseguir dar um novo visual quando nos apresentarmos às oportunidades'', acrescenta.
Ela não é a única a acreditar que fatores subjetivos influenciam a performance profissional. Recrutadores percebem se a pessoa vive uma boa fase ou não e, com isso, se vão conseguir doar-se à função ou apenas passar os dias acumulando fatores de frustração.
''É um diferencial estar em uma situação de equilíbrio emocional, sem conflitos, mas sabemos que é um estado utópico, pois sempre temos problemas e dúvidas. Nunca estamos preparados para tudo, mas é justamente por isso que o autoconhecimento se tornou uma das exigências'', afirma a psicóloga Bárbara Adele de Moraes.


