Curitiba Economia instável, dólar em alta, dívidas progressivas e queda nas vendas são problemas que podem causar desespero, insegurança e tirar o sono de qualquer pessoa. Mas aqueles mais vulneráveis à estas situações correm o risco de gerar doenças físicas ou psíquicas difíceis de serem curadas. Isso porque todo pensamento que passa pela mente humana se transforma em substâncias químicas que vão se esparramar pelo corpo. Assim, se as lembranças ou palavras negativas conduzem a pensamentos ruins, gera-se substâncias ruins que vão dominar o corpo. Já o contrário acontece com pensamentos e lembranças boas e positivas. Nesse caso, só substâncias boas irão se esparramar pelo corpo.
Quem defende essa tese é o psicanalista curitibano Wilson Meiler, que vem desenvolvendo técnicas pouco aplicadas para desenvolver a auto-estima, exercer o desapego às mais diversas situações e exercícios para melhora do aprendizado e do bem-estar. Ele está organizando um seminário para o final do mês, onde vai abordar o tema ''Equilíbrio e Transformação''.
Meiler vai aplicar técnicas resultantes de pesquisas feitas pela Fundação Norte Americana para a Auto-Estima e Alta Performance e Sedona Training Method. Trata-se de uma técnica que induz ao desapego, que tenta reverter o sofrimento de milhares de pessoas que sofrem com o apego às causas ruins e boas também. ''É frequente uma pessoa deixar de evoluir para uma outra situação porque fica vivendo das influências positivas de determinada situação bem sucedida que gerou algum tipo de euforia'', diz o psicanalista. ''As pessoas têm dificuldade em perder as coisas boas e ruins também, que ficam através das lembranças'', explica.
Para quem vive situações de insegurança no convívio com o meio-social, tem dificuldades em se adequar às exigências do mundo atual e sente que não dispõe de ousadia, segurança e determinação para atingir seus objetivos, Meiler vai ensinar técnicas desenvolvidas nos últimos quatro anos para reforçar a auto-estima.
Todas as experiências de vida que levam a essas situações são depositadas em camadas. E essa técnica consiste em ''descamar'' esses depósitos ao longo da vida, esclarece o psicanalista. Ele destaca que seu trabalho é extremamente simples e as pessoas até se surpreendem com as técnicas. Mas elas se esquecem que todos os ''problemas'' da vida são gerados na mente e podem ser resolvidos com simplicidade.
Se a pessoa tiver objetivos e for centrada na vida, o dólar pode disparar, a economia pode explodir que ele vai atingir o resultado esperado. É questão de encarar a situação com empenho, bom humor e aceitação às dificuldades. ''A vida nunca foi difícil para ninguém, desde a era das cavernas.'' E não será fácil agora, acrescenta. Mas as pessoas têm dificuldade em aceitar com serenidade as dificuldades que se apresentam.
Se a pessoa achar que sua dificuldade é intransponível, as a solução dos problemas será mais difícil ainda. Para aceitar essas regras mais simples, Meiler diz que o cérebro tem que ser treinado para aceitar as influências positivas da vida. O que acontece, explicou, é que as pessoas passam a vida ouvindo palavras negativas. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos constatou que uma criança ouve uma média de 100 mil vezes a palavra ''não'' até os sete anos de vida. ''Isso é muito limitante e restringe muitas situações.''

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