Aumento dos homicídios
Está difícil controlar a violência no País. Dados do 9º Anuário de Segurança Pública, compilados a partir de estatísticas estaduais, apontam para um aumento do número de homicídios nas 27 capitais brasileiras. O estudo traz dados impressionantes: a cada meia hora uma pessoa foi assassinada em capitais brasileiras no ano passado. No total foram 15.932 vítimas, uma alta de 0,8% em relação ao ano anterior.
As capitais nordestinas, com exceção de Recife (PE), estão no topo do ranking. Curitiba ocupa a 17ª posição a partir da morte de 563 pessoas um aumento de 6,4% em 2014 com relação a 2013. O número equivale a uma morte a cada 13 horas, um dado bastante alto. Outra informação que chama atenção é que a taxa média de homicídios do País é de 25,2 mortes a cada 100 mil habitantes, enquanto nas capitais o índice é de 33 por grupo de 100 mil habitantes; em Curitiba o índice é de 32,4 mortes.
Esse dado reforça a tese de que grandes cidades são mais violentas, seja pelo maior adensamento populacional e pela infraestrutura precária, que não consegue atender satisfatoriamente grande parte das pessoas. Outra questão relevante é que os índices estão diretamente ligados aos investimentos feitos pelos Estados. Em locais onde os recursos foram escassos, o número de homicídios aumentou. Indica que a redução da violência depende de investimentos, seja por meio do efetivo policial e da sua capacitação, do aparelhamento da polícia e em programas que podem contribuir para a redução da violência a longo prazo.
É um setor que não pode ser negligenciado pelos governos e, inclusive deve encabeçar programas de políticas públicas com ações integradas entre várias pastas. Projetos que tiram crianças e adolescentes das ruas e oferecem opções de esportes, cultura e lazer e até mesmo qualificação profissional têm que ser incentivados. O ciclo da violência precisa ser rompido e a juventude tem que ter melhores oportunidades. Desta forma, os índices poderão ser reduzidos gradativamente.





