O ano está terminando com algumas medidas anunciadas pelo Executivo que impactarão diretamente no bolso dos londrinenses. No início desta semana, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) anunciou o fim do subsídio para o transporte público a partir de janeiro. Com isso, o valor da tarifa ficará
R$ 0,10 mais caro, voltando para R$ 2,40. No final da semana passada, foi anunciado um "pacote tributário" que prevê aumento em tributos e taxas e redução de isenção concedida aos contribuintes.
A meta – óbvia – é aumentar a arrecadação de impostos. A primeira iniciativa geraria economia anual de R$ 6,9 milhões, enquanto a segunda traria impacto positivo de R$ 9 milhões por ano aos cofres públicos. São medidas impopulares e que certamente terão um custo político ao prefeito. No entanto, a análise também deve ser feita de outro modo. Londrina saiu de décadas de más administrações municipais, de prefeitos que prefereriram adotar medidas populistas e meramente eleitoreiras, sem qualquer critério técnico, além de sucatear os cofres públicos.
Agora, como aconteceu em vários outros setores que mexem diretamente com a vida da cidade, a conta chegou. Além de assistir Londrina piorar em vários indicadores econômicos, de educação e saúde, a população terá que pagar do próprio bolso por escolhas mal feitas. Se a atual administração está no caminho certo, só a história responderá. No entanto, não há como discordar que assumir uma prefeitura sem dinheiro em caixa, com baixa arrecadação, com índices defasados de reajuste para administrar uma cidade que precisa de investimentos não é tarefa fácil. A equalização entre arrecadação e gastos públicos terá que ser feita – não há mágica.
Por isso, é importante que os londrinenses participem mais da vida pública da cidade. É preciso acompanhar a aplicação dos recursos, o andamento das obras e as ações do funcionalismo público. As mobilizações que partem da sociedade são fundamentais até para garantir transparência à administração.

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