Aumento da renda e desenvolvimento
Os dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados recentemente, trazem uma boa notícia aos paranaenses. O levantamento apontou melhora na renda domiciliar per capita nos últimos dez anos registrada em vários municípios, com índices acima de 100%. O resultado é bom, mas poderia ser melhor.
O Paraná é um Estado ''rico'' se comparado com outros, mas ainda essencialmente agrícola. Basicamente a industrialização está concentrada na Região Metropolitana de Curitiba e alguns outros poucos polos - como Londrina, Maringá e Cascavel - sendo a maioria das indústrias ligadas ao agronegócio. O Censo deixa claro que é preciso distribuir melhor os investimentos públicos para que todas as regiões se desenvolvam igualitariamente.
No ranking nacional divulgado pelo IBGE, Curitiba obteve o melhor resultado entre as cidades paranaenses. Com uma renda domiciliar por pessoa de R$ 1.516, a Capital tem a maior renda estadual e a 14 nacional. O crescimento foi de 104% se comparado ao rendimento obtido no ano 2000, quando a média era de R$ 740.
No entanto, o destaque talvez fique para Maringá. O município, de 357.077 habitantes localizado na Região Noroeste, tem renda per capita de R$ 1.159, um avanço de 125% nos últimos dez anos. A ''Cidade Canção'' abocanhou a 34 posição, avançando 35 posições no ranking nacional e ficando entre os 50 municípios com maior renda do País. Londrina, que é a segunda maior cidade do Estado com 506.701 habitantes, ficou com 63 posição. O crescimento da renda foi expressivo - de 113% - saltando de R$ 510 para R$ 1.088.
O desempenho londrinense aponta que é preciso investimentos em setores da economia que geram mais renda, como ciências e tecnologia. No entanto, análise do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) revela que Londrina ''expandiu'' suas fronteiras para municípios vizinhos, enquanto Maringá concentra mais a atividade industrial.
Os dados ainda mostram uma ''triste realidade'': a média da renda domiciliar em alguns municípios está na casa dos R$ 300. Independentemente das características de cada região, é importante a realização de projetos que planejem o desenvolvimento conjunto. Só com a união de todos é que as distorções serão reduzidas.





