Chuva intensa, furacões, ondas de calor, frio extremo. Em 2012, eventos climáticos extremos foram rotina. E em 2013 o panorama não está sendo diferente. Tragédias no Rio de Janeiro e incêndios florestais na Austrália são alguns exemplos de como os desastres provocados por mudanças do clima também serão comuns este ano.

Para o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Jean Ometto, o problema merece mais atenção do poder público, em todas as instâncias, uma vez que o despreparo das cidades para lidarem com essas situações está cada vez mais evidente. "As ações para diminuir o impacto das mudanças ambientais não estão sendo suficientes. Quando olhamos globalmente chegamos à conclusão que não estamos fazendo a lição de casa", alfineta.

E a situação, acrescenta Ometto, é preocupante, até porque o que os especialistas estão verificando é a recorrência desses fenômenos, que está cada vez mais destruidores. "Quanto mais intensa for a frequência, maior a probabilidade de estar ocorrendo uma mudança no padrão climático do planeta", alerta. E é exatamente isso que pode estar acontecendo em escala global.

FOLHA - Os eventos climáticos extremos serão cada vez mais frequentes?
Jean Ometto - Há uma expectativa que sim. Todos os esforços de pesquisa e monitoramento têm sido feitos justamente para entender a frequência destes eventos. Há uma variabilidade natural de eventos climáticos no planeta, inclusive de eventos climáticos extremos. O que nós temos de entender é que a frequência e a intensidade dos eventos estão aumentando. O que a princípio nos leva a imaginar é que com a situação atual das mudanças ambientais do planeta esses eventos passem a ser mais prejudiciais, danosos e com uma abrangência maior do que se tinha no passado.

Confira entrevista na íntegra com o pesquisador Jean Ometto em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA

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