A Câmara Municipal de Londrina se transformou ontem à noite em uma pequena ‘‘taba’’, onde índios e brancos discutiram, em audiência pública, as políticas de atendimento à população indígena. A reunião começou por volta das 19 horas e até o fechamento desta edição ainda não havia sido encerrada. Um grupo da Reserva do Apucaraninha apresentou duas danças: a ‘‘Batalha’’ e a ‘‘Benção para os Povos do Mundo’’.
Durante a audiência, os presentes iriam discutir os problemas das comunidades indígenas, sobretudo no âmbito estadual. Um dos problemas atacados foi o alcoolismo, que, segundo o cacique indígena kaingang, Moisés Lourenço, atinge cerca de 50 índios na aldeia do Apucaraninha, que tem perto de 1.400 integrantes – incluindo as crianças, que são quase 50% da comunidade.
Os índios receberam uma cartilha, que integra o Programa de Atendimento à Comunidade Kaingang do Apucaraninha, alertando sobre o problema. A audiência foi organizada pela vereadora Márcia Lopes (PT) e contou com a participação da secretária municipal da Ação Social, Maria Luiz do Amaral Rizotti (representando o prefeito Nedson Micheleti), do arcebispo da Arquidiocese de Londrina, Dom Albano Cavallin, do presidente do Conselho Indígena do Norte do Paraná, Antonio Ribeiro, do representante da Funai, Vlamir Antonio da Silva, e de muitos índios da aldeia do Apucaraninha e de membros da sociedade civil.

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