A realização em Londrina do Congresso Paranaense do Ambiente Construído, que começa hoje e vai até sexta-feira - reunindo 500 profissionais e acadêmicos das áreas de engenharia, arquitetura, urbanismo e mercado da habitação - é uma demonstração de que as instituições vinculadas ao setor não se descuidam de atualizar-se sobre os avanços que vão ocorrendo. Promoção do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná, o evento reúne ideais comuns do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina e da Universidade Estadual de Londrina, contando com parceria também deste Jornal. Pelo menos uma dezena de palestras, a cargo de especialistas em vários campos afins, compõe o programa técnico do evento, possibilitando a participação de todos por via de debates. É uma oportunidade de saber-se ou reciclar-se acerca de perspectivas político-econômicas, excelência da construção, evolução da engenharia estrutural, novas tendências para as estruturas de edifícios em concreto, funcionamento do mercado de baixa renda, desenvolvimento de sistemas, tendências da construção imobiliária, construção e desenvolvimento, e a adequação de tudo isto com a preservação da harmonia ambiental. Cada vez mais os empreendimentos humanos buscam a integração com o bom uso do solo urbano, com os recursos hídricos, com o bem-estar dos consumidores e com a humanização das cidades. Já não há lugar para obras fora dessa sintonia. A realização de um encontro desta natureza demonstra um grau de evolução do setor, nesta cidade de 70 anos e que cresceu tão rapidamente em todos os sentidos, entre eles o da construção de arrojados edifícios e de conjuntos habitacionais lineares, sejam os populares ou os mais sofisticados. Bolsões de pobreza e de moradia miserável também existem em Londrina e nas muitas cidades de sua influência, e devem constituir uma igual preocupação da comunidade de especialistas e estudiosos como os ora reunidos. Cabe a eles também induzir a tendência dos empreendimentos comunitários do poder público, que por isso não pode desprezar o conhecimento que emana de profissionais e eventos dessa natureza. Um plano diretor inteligente para uma cidade deve, portanto, ser elaborado em consonância com o que brota das pranchetas dos cientistas em questões urbanas e em novos conceitos e tecnologias avançadas, que beneficiem usuários e comunidade. Londrina coloca-se em linha de vanguarda, daí a importância de um evento como o que hoje se instala. O futuro melhor que se deseja para o ambiente da habitação, do bem-estar e do melhor viver começa a plasmar-se em encontros como este.

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