Atletas especiais de basquete representam o Brasil na Europa
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sábado, 01 de junho de 2002
Érika Pelegrino<br>Reportagem Local 
A Seleção Brasileira Especial de Basquetebol, formada por atletas de Londrina e região, participa do 4º Campeonato Mundial de Basquetebol Especial, que começa hoje em Portugal. O campeonato, que vai até o próximo domingo, será disputado por 10 equipes femininas e 14 masculinas de 12 países.
A equipe brasileira é formada por 11 atletas com idades entre 15 e 24 anos idade mental de 9 a 14 anos , da Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae) de Cambé, Sertanópolis, Jacarezinho, Pato Branco, Campo Mourão e do Estado de São Paulo. Além de três jogadoras do Instituto Londrinense Para Educação de Crianças Excepcionais (Ilece) de Londrina.
Apesar de enfrentar uma série de dificuldades pela falta de patrocínio, o grupo conseguiu boa classificação nos campeonatos. O melhor desempenho foi nos Jogos Pan-Americanos, no México em 2001, quando a equipe conquistou medalha de prata.
Nos campeonatos mundiais realizados na Grécia (em 1994), em Portugal (1996) e no Brasil (em 1998), a equipe sempre ficou entre o 5º e 8º lugar. Para participar do campeonato em Portugal o grupo enfrentou muitas dificuldades, revelou o técnico Edson Luiz Martinussi.
Sem patrocínio, os treinos foram realizados apenas às quintas-feiras e aos domingos. A atleta de Sertanópolis, segundo o técnico, só conseguiu participar porque a Apae forneceu as passagens. As atletas de São Paulo, Pato Branco, Campo Mourão e Jacarezinho treinaram em suas próprias cidades. E até as bolas usadas nos preparativos tiveram que ser emprestadas.
Com tantas dificuldades, a disputa com atletas da Europa fica ainda mais acirrada. Segundo Martinussi, as jogadoras das equipes européias têm melhor nível técnico, ótimo condicionamento físico e condição social superior. Além da deficiência, as atletas brasileiras precisam driblar também a falta de recursos.


