Rio á A Petrobras está para atingir a marca de R$ 100 bilhões em ativos, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Segundo o balanço do desempenho de 2002 da maior estatal brasileira, os ativos da companhia somaram R$ 99,941 bilhões no dia 31 de dezembro. Em uma simulação que inclui a compra da argentina Perez Companc, ainda não aprovada pelos órgãos de defesa da concorrência do país vizinho, os ativos da empresa chegam a R$ 109,971 bilhões.
A soma dos ativos registrada em 2002 dá uma idéia do crescimento da empresa nos últimos anos. Em 1999, por exemplo, os ativos da empresa contabilizavam R$ 54,877, o que significa um crescimento de 82,1% nos últimos quatro anos, desde que a empresa começou a ser administrada por Henri Philippe Reichstul até a gestão José Eduardo Dutra, passando pelo ano em que Francisco Gros esteve à frente da companhia.
O crescimento da companhia nos últimos anos deve-se, principalmente, à busca pela auto-suficiência brasileira na produção de petróleo e pela sua maior inserção internacional. De 1999 até hoje, o volume de reservas e a produção média de petróleo cresceram 16,8% e 37,1%, respectivamente, fruto do esforço exploratório e da entrada em operação de novos campos produtores.
Esses números colocam a estatal brasileira entre as empresas de petróleo que mais cresceram nos últimos anos e contribuem para que o País atinja a auto-suficiência na produção de petróleo em algum momento entre 2005 e 2006, diz o presidente da companhia, José Eduardo Dutra.
Segundo o diretor financeiro, Sérgio Gabrielli, a Petrobras foi a empresa que mais cresceu em nível de produção em 2002, sem contar com a Conoco Phillips, que passou por um processo de fusão.
A Petrobras registrou um incremento de 11% em sua produção no ano passado e atingiu a marca dos 1,81 milhão de barris de óleo equivalente (somado ao gás). Levando em consideração apenas a produção de petróleo, a média diária produzida em 2002 chegou a 1,5 milhão de barris por dia, 86% do que é necessário para que o País se movimente.
Essa situação, dizem os dirigentes da companhia, é suficiente para que o Brasil enfrente o conflito no Oriente Médio em situação confortável. Mais confortável que a maioria dos países industrializados, já disse Dutra. A dependência que o País tem de diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, importado seria sanada por trocas no mercado externo, garantiu o presidente da companhia.

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