"Existem várias formas de minimizar os impactos de um desastre, como radares meteorológicos para prever tempestades, planos de contingência, sistemas tecnológicos de monitoramento, mas é um custo muito grande."

A declaração da geóloga e coordenadora do Centro de Apoio Científico em Desastres (Cenacid) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Juciara Carvalho Leite, reflete as dificuldades e a "falta de preocupação" dos gestores públicos com a prevenção a desastres naturais. A consequência é a ausência de sistema de prevenção e de planos de recuperação na maioria das cidades. Para ela, a implantação de medidas efetivas para minimizar prejuízos e salvar vidas depende, portanto, de uma mudança de mentalidade dos administradores.

Nos últimos dias, as fortes chuvas mataram ao menos 20 pessoas no Espírito Santo. Em novembro, o tufão Haiyan arrasou as Filipinas em novembro e deixou cerca de 10 mil vítimas fatais, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU).

Já sabendo que os fenômenos climáticos são recorrentes em várias partes do mundo, o que poderia ter sido feito para minimizar, por exemplo, os impactos causados pelo tufão Haiyan?

Existem várias formas de reduzir os impactos de um desastre, como radares meteorológicos para prever a chegada de tempestades, planos de contingência, sistemas tecnológicos de monitoramento, mas para qualquer país é um custo muito grande. E as Filipinas são um país muito pobre. Estamos tentando montar uma missão para ir às Filipinas, mas temos dificuldades porque dentro da universidade temos nossas próprias burocracias.


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