Ariel, Cisjordânia Pelo menos quatro pessoas morreram e 30 ficaram feridas numa explosão provocada por um palestino camicase num posto de gasolina na entrada da colônia judia de Ariel (Norte da Cisjordânia), anunciaram fontes policiais. De acordo com testemunhas, o autor do atentado detonou os explosivos que levava junto ao corpo perto de um ônibus que transportava vários soldados, num posto de gasolina, perto de um hotel e de um centro comercial.
Um soldado viu o camicase e disparou, ferindo-o. Apesar disso, ele conseguiu detonar os explosivos que levava num cinturão, disse à rádio pública Ron Nahman, prefeito de Ariel.
A rádio pública afirmou que muitas das vítimas eram soldados. Avi Pazner, um porta-voz do governo israelense, disse à AFP que a Autoridade Palestina ''tem uma grande responsabildiade'' neste atentado suicida.
''Nós constatamos com amargura que a Autoridade Palestina não fez nada contra o terrorismo'', acrescentou Pazner. ''As organizações terroristas voltaram a atacar para tentar matar a maior quantidade de inocentes e para sabotar a iniciativa diplomática norte-americana'', afirmou.
O emissário norte-americano William Burns terminou sábado uma missão de três viagens a Israel e territórios palestinos, depois de tentar, sem resultados, convencer as duas partes a apoiar um documento que poderia promover um plano de paz do quarteto (Estados Unidos, Rússia, União Européia, ONU), que prevê a criação de um Estado Palestinoa para 2005.
''Os terroristas, sem dúvida, foram incentivados pelo que aconteceu na Rússia. O terrorismo é um mal mundial'', ressaltou Pazner, referindo-se à tomada de reféns por um comando checheno que terminou no sábado num teatro de Moscou. Cento e dezoito reféns morreram na operação de resgate das forças especiais russas, segundo o último balanço oficial.
Ameaça trabalhistaoCom o recrudescimento da violência, o comitê central do Partido Trabalhista israelense, reunido ontem à noite em Tel Aviv, aprovou a decisão do partido de votar contra o orçamento apresentado pelo premier de direita Ariel Sharon, o que pode provocar a ruptura da unidade nacional.

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