Uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual, segundo projeções da Organização das Nações Unidas. É um número alarmante e extremamente alto e que indica que ações de violência são práticas ainda arraigadas na sociedade moderna. Comportamento que precisa ser extinto ainda mais se forem considerados os avanços conquistados pelas mulheres na última década.
Além de campanhas de conscientização que igualem os gêneros, é fundamental que os agressores sejam punidos. E, para isso, é preciso que as vítimas se sintam confortáveis ao denunciar e que, principalmente se sintam amparadas e acolhidas. Por isso, é de se elogiar iniciativas que tenham por objetivo humanizar o atendimento às vítimas.
Ontem, foi assinada portaria interministerial que permite que exames necessários para a comprovação da violência sejam realizados já no atendimento médico. Atualmente, o procedimento é atribuição exclusiva da área de segurança pública o que, de certa forma, impõe às vítimas a passagem por uma série de trâmites burocráticos em um momento de extrema fragilidade.
Desta forma, depois da coleta, os vestígios deverão ser encaminhados para unidades especializadas. À autoridade policial caberá registrar e armazenar os dados e disponibilizar essas informações nos sistemas de segurança pública e de justiça. As provas somente serão usadas caso a mulher queira registrar uma ocorrência contra o autor da violência. Essa mudança dará maior agilidade ao reconhecimento e à identificação dos autores nas primeiras horas após a violência. Para isso, serão credenciados serviços públicos de saúde.
No entanto, muito mais do que a assinatura de uma lei, é preciso garantir a sua aplicação. Equipar essas unidades de saúde e, principalmente treinar profissionais para o correto atendimento são itens de extrema relevância. O cuidado com a vítima deve sempre prevalecer.

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