Atendimento especializado devolve autonomia aos alunos
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sábado, 01 de junho de 2019
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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os transtornos mentais correspondem a 12% das doenças registradas mundialmente e a 1% da mortalidade. Apesar disso, mais de 40% dos países ainda carecem de políticas em saúde mental e 30% não têm programas e políticas públicas. Sabe-se ainda que a maioria dos transtornos pode ser evitada ou tratada, o que reforça a necessidade de prevenção e promoção da saúde mental.
A comunidade universitária, em especial o estudante, espelha essa realidade com uma necessidade urgente de atendimento especializado, tanto em âmbito psicológico quanto pedagógico. Deste modo, o atendimento individual consiste em uma importante estratégia metodológica utilizada nas ações iniciais de triagem ou em acompanhamentos mais sistemáticos dos acadêmicos. Esse olhar mais atento às necessidades dos alunos busca contribuir de forma efetiva para que o indivíduo sinta-se capaz de enfrentar desafios e dificuldades.
A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) oferece esse suporte por meio do Serviço de Apoio Psicopedagógico (SEAP), setor responsável pelo acompanhamento dos acadêmicos de educação inclusiva, dificuldades de aprendizagem e conflitos emocionais. Integrado à Pró-Reitoria de Missão, Identidade e Extensão, o escopo do SEAP foi ampliado em 2018 com atuação em campanhas, ações de prevenção e trabalhos sistemáticos em grupos. No ano passado, apenas no campus de Maringá, foram documentados 234 atendimentos entre encaminhamentos para a Psicologia (99/Ansiedade e Conflitos Pessoais 70%) e para a Psicopedagogia (135/Ansiedade e Baixo nível de concentração 58%).
Ao oferecer um atendimento individual em um contexto institucional, os profissionais atuam de forma especializada, uma abordagem diferente dos trabalhos clínicos de psicoterapia. Os critérios de sigilo definidos pela instituição e conselhos de ética profissionais são mantidos e, se identificada uma queixa que requeira atendimento medicamentoso, o acadêmico é encaminhado ao profissional habilitado.
Nota-se ainda que nesse contexto o resultado efetivo passa pelo atendimento familiar, um recurso metodológico para o acompanhamento sistemático do indivíduo que está em avaliação. Conhecer como são as relações no ambiente doméstico complementa a avaliação preliminar do indivíduo e auxilia na identificação de possíveis situações de risco que, se confirmadas, demandam uma estratégia de intervenção.
A partir do acompanhamento continuado os acadêmicos mostram progresso nas orientações teóricas e atividades práticas que os auxiliam a enfrentar as exigências de sua formação. Reunidos em pequenos grupos, os acadêmicos trocam experiências com indivíduos de diferentes cursos e períodos, participam de atividades não regulares e variadas tais como oficinas, rodas de conversa, palestras e campanhas que envolvem os alunos (Abril da Inclusão, Semana de Saúde Mental, Setembro Amarelo, Outubro Rosa e Novembro Azul). O projeto de atividades integradas e ações dirigidas promove situações favoráveis ao desenvolvimento da autoconfiança, autoconhecimento e o desenvolvimento da autonomia do acadêmico de forma integral.
LUCI FRARE KIRA, psicopedagoga, mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e Doutoranda em Educação. MICHELLE APARECIDA DOS SANTOS, psicóloga e mestre em Psicologia na Área de Desenvolvimento Humano e Processos Educativos pela Universidade Estadual de Maringá (UEM)


