Atenção ao idoso
O aumento da qualidade de vida, aliado ao maior acesso à saúde e à educação, contribuiu para aumentar significativamente a expectativa de vida dos brasileiros. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2008 e 2009, o tempo médio de vida passou para 73,17 anos, ante uma previsão de 72,86 anos em 2007. No entanto, esses avanços não foram totalmente acompanhados na questão do atendimento e da atenção ao idoso, como relatou matéria de ontem desta FOLHA.
Cerca de 12% da população paranaense é idosa; em Londrina são 65 mil pessoas. No entanto, não são todos os municípios do Estado que contam com programas que podem contribuir para a melhoria da vida desse pessoal, como projetos de acessibilidade, gratuidade no transporte público e programas de saúde específicos. De acordo com levantamento do Ministério Público do Paraná, 73,16% dos municípios não contam com uma alternativa de atendimento.
No entanto, é importante ressaltar que muitas cidades do Estado sequer têm um hospital público para atendimento de toda a população, o que consequentemente ocorre na atenção ao idoso. Não quer dizer que essa realidade deve perdurar, é preciso consciência - e muito trabalho - para mudarmos o panorama. Infelizmente, o Brasil não respeita os idosos e não está preparado para acolhê-los. Em muitos casos, o idoso é arrimo de família e, por isso, é explorado financeiramente por filhos, netos e até sobrinhos. Relatos de maus-tratos e abandono também são histórias contadas frequentemente.
Talvez, um dos trabalhos que deva ser feito é o constante monitoramento da Justiça. Somente a interferência judicial é que pode garantir aos idosos os direitos constantes em seu Estatuto, como a garantia de acessibilidade, gratuidade no transporte público e opções de lazer e cultura. A lei existe, mas se não é cumprida cabe ao Judiciário garantir a sua aplicação. Outro ponto importante é a conscientização, educação e envolvimento da sociedade para discutir e melhorar a atenção ao idoso.





