O ano mal começou mas indica que um velho problema de segurança pública continuará a persistir: a explosão de caixas eletrônicos. Ontem ocorreram dois ataques: em Londrina e em Ponta Grossa. De acordo com o Sindicato dos Vigilantes do Paraná de janeiro deste ano até ontem foram registradas 44 ocorrências no Estado, além de seis assaltos, cinco "saidinhas" de banco e dois arrombamentos; no mesmo período de 2014 foram 22 ataques.
No entanto, o que chamou atenção nas ações de ontem foi o planejamento de toda ação. Nos dois casos foram usados grande aparato de explosivos e até mesmo equipamentos para dificultar a investigação policial. Outro fator interessante é que grande parte dos casos registrados ano passado ocorreram em cidades pequenas, onde há pouquíssimo efetivo policial. Já Londrina e Ponta Grossa são cidades polo, que contam com batalhões de Polícia Militar e segurança privada nos estabelecimentos – fatores que não foram suficientes para frustar a ação.
O que não se pode negar é que se há um aumento nesse tipo de ocorrência é porque há facilidade na ação. Portanto, deveria ser montado um plano de segurança a fim de impedir esse tipo de ataque. E, nesse ponto, a responsabilidade não é somente do Estado ou da Polícia Militar. As agências bancárias deveriam ser projetadas a fim de oferecer mais segurança aos clientes e funcionários. Impedir que uma pessoa seja morta ou até mesmo ferida compensa qualquer investimento. As tradicionais paredes de vidro se mostram totalmente ineficientes e projetos mais modernos e seguros deveriam entrar na pauta de discussão de bancos, governo e sindicato dos trabalhadores. Já é passada a hora.
No entanto, o Estado precisa também fazer a sua parte. Contratar mais policiais, treinar esses profissionais e aparelhar a polícia são fundamentais para garantir aos cidadãos o mínimo de segurança e tranquilidade.

mockup