Assinatura básica ou comodidade?
Há muito a quantidade de telefones celulares ultrapassou as linhas fixas no Brasil. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), são 22,4 linhas fixas para 100 habitantes. Na telefonia móvel são 113,08 habilitações para o mesmo grupo de pessoas, o que significa que alguns brasileiros já contam com mais de uma habilitação.
O Plano Geral de Metas para a Universalização do Serviço Fixo Comutado (PGMU), aprovado recentemente pelo Conselho Consultivo da Anatel, quer garantir o direito de acesso de toda pessoa ou instituição, independentemente de sua localização e condição socioeconômica, ao Serviço Telefônico Fixo Comutado. Entre as metas previstas para os próximos quatro anos, o objetivo é ampliar o acesso da população aos serviços de telefonia.
O plano ainda prevê que pelo menos 80% dos domicílios rurais tenham acesso à telefonia fixa, enquanto todos os postos de saúde rurais e as escolas públicas devam ter pelo menos um telefone público. O PGMU ainda prevê a inclusão da população de baixa renda, com a definição dos valores de assinatura básica mensal: R$ 9,50 (sem impostos) e R$ 13,90 (com impostos).
Toda medida que visa melhorar o acesso da população à telefonia é valida e muito importante. No entanto, as linhas fixas - embora mais acessíveis financeiramente - competem com outros fatores.
Ter uma linha móvel, hoje, é necessidade. Há que se levar em consideração ainda a praticidade e o conforto. Poder falar de qualquer lugar ou encontrar pessoas em qualquer lugar, principalmente em situações emergenciais, é um dos grandes trunfos da tecnologia. Além disso, ter um aparelho celular ainda é símbolo de status e poder, principalmente entre os jovens. A ascensão da classe C ao mercado consumidor também contribuiu para a popularização dos aparelhos. O crescimento da telefonia móvel é um caminho sem volta.
Há que se investir em políticas que melhorem a qualidade dos serviços prestados aos usuários. Embora existam regulamentações que tratam do assunto, são poucas as fiscaliz6ações e as punições aplicadas contra as operadoras. Mau atendimento, principalmente, por meio dos serviços 0800 ainda são recorrentes entre as reclamações dos usuários. Passada a fase da popularização, há que se investir na qualidade.





