Curitiba A Assembléia Legislativa vota hoje a mensagem do governo que concede um reajuste de gratificação parcelado de 130% aos policiais militares. Os deputados devem alterar a proposta costurada pela equipe técnica do Palácio Iguaçu, que não agradou a corporação. O texto, encaminhado ontem aos deputados, prevê reajustes em 2003, 2004 e 2005. O pagamento dos aumentos, portanto, será responsabilidade do sucessor do governador Jaime Lerner (PFL).
A PM quer que o aumento seja feito integralmente em 2003. ''Que garantia temos que isso será cumprido?'', questionou Lucia Sobral, presidente do Centro Integrado do Movimento das Esposas de Policiais Militares (Cimepom). ''Ou os deputados mudam o projeto, para que o aumento seja feito todo em 2003, ou não queremos que isso seja votado. Preferimos negociar com o próximo governo.''
As líderes do movimento passaram o dia todo discutindo o assunto com os deputados. Tanto o presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), quanto o deputado Algaci Túlio (PSDB), relator da mensagem, admitiram que o texto deve ser alterado. O líder da oposição, Waldyr Pugliesi (PMDB), criticou a proposta de Lerner. ''Ele teve oito anos para dar o aumento, e agora joga para o outro governador.''
Para liquidar a votação hoje, o plenário será transformado em comissão geral. Dessa forma, logo após aprovado pela Assembléia, o texto pode ser encaminhado para sanção do governador. Caso não concorde com as prováveis mudanças na mensagem, Lerner pode vetá-las.
O Departamento da Polícia Civil encaminhou uma nota oficial a seus integrantes referente ao ''projeto de recomposição dos vencimentos'' da categoria. Na nota, o delegado-geral Leonyl Ribeiro afirma que não vê o benefício concedido à classe como um reajuste, mas apenas como um realinhamento do salário. (Colaborou Rodrigo Sais)

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