Curitiba - A Assembléia Legislativa decide hoje se instala uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o assassinato do deputado estadual Tiago Amori, que foi assassinado em frente à sua residência, em Cascavel, no último dia 18 de dezembro. Até agora nem a Polícia Civil nem o Ministério Público conseguiram chegar a uma conclusão definitiva sobre o caso.
Na sessão de ontem, os deputados julgaram constitucional o projeto de resolução necessário para instalar a CPI. Segundo o autor do projeto, Nereu Moura (PMDB), a Assembléia tem o dever de investigar o assunto. ‘‘Hoje (ontem) completamos seis meses da morte de um colega nosso e ainda não temos as respostas sobre o que aconteceu’’, comentou Moura.
Os parlamentares estão divididos sobre a instalação da CPI. Segundo o vice-líder do governo na Assembléia, Ademar Traiano (PSDB), não houve discussão com a bancada governista sobre o assunto. ‘‘Cada um vai votar de acordo com seu pensamento, mas acredito que o projeto será rejeitado. Não é função da Assembléia realizar investigações criminais’’, afirma.
Traiano ressaltou que os trabalhos também seriam prejudicados nos quatro meses que a CPI teria para apresentar suas conclusões. ‘‘Além do recesso parlamentar, temos a proximidade das eleições. Corremos o risco de ver uma discussão vazia, e da Assembléia não conseguir apresentar resultados melhores do que os já apresentados pela polícia’’, analisa.
O deputado Nereu Moura discorda deste ponto de vista, ao argumentar que ‘‘é função do deputado responder por seu mandato até o final dele. Independente do período eleitoral, temos que cumprir nosso papel. Como a CPI tem poderes judicais, poderemos acelerar as investigações, sugerindo inclusive a entrada da Polícia Federal no caso ao final dos trabalhos’’.

mockup