Aspectos positivos em meio a descrenças
Os confeccionistas paranaenses de roupas jeans estão otimistas, prevendo o crescimento dos negócios neste ano e mantendo o ritmo de 2008, conforme as palavras do diretor do Sindicato das Indústrias do Vestuário do Paraná, Alexandre Graciano de Oliveira. Se houve demissões em janeiro, está havendo tambem contratações, e com isso a assombração da crise se afasta. O sindicalista e industrial afirma que há confiança não só no setor do jeans mas em todo o ramo de confecções.
Crises tambem são vencidas por ajustes de gestão e pela criatividade em busca de melhoria dos produtos, e no caso da confecção isto é fundamental, assim como preços sustentáveis que possibilitem mais atração do comprador e maior volume de vendas. Segmentos bastante atingidos, desde a erupção da crise financeira, foram os de bens não-duráveis, como alimentos e o próprio vestuário, mas a informação é que, no Brasil, a situação está ficando melhor no início deste ano.
Para Vagner Ardeo, analista da Fundação Getulio Vargas, o Brasil já está saindo ''um pouco'' do fundo do poço. Ele afirma que o índice de confiança no setor da indústria de transformação avançou 5,7% em janeiro, depois de quedas que chegaram a 13,5% nos três últimos meses de 2008. O desestímulo fica por conta dos bancos, que vinham captando fortunas mas perderam 1 trilhão de dólares desde setembro, e também da indústria mundial automotiva. Serão produzidos no mundo 50,3 milhões de veiculos em 2009, ante a capacidade instalada para 87,8 milhões. A sobra de infra-estrutura influi psicologicamente quando há baixa de produção, e isto robustece a corrente de desânimo nesse segmento. Serão 30 milhões a menos de veículos, representando também diminuição da poluição e do consumo de combustivel, mas a um custo infinitamente mais alto por causa das demissões. Atente-se que o setor automobilístico envolve vasta cadeia, desde a mineração da matéria-prima para o ferro e o aço até o confeccionista do macacão do metalúrgico.
Também no Brasil haverá menor produção de veículos automotores, caindo dos 3,2 milhões no ano passado para 2,8 milhões previstos para este ano. Em épocas de euforia, em qualquer setor de negócios, os investimentos em infra-estrutura são elevados, com a consequente contratação de pessoal, e se ocorrem quedas de venda e produção o caos se instala. E se, sob esse aspecto, há arrojo do empreendedorismo, ocorrem também grandes tombos se há aventura, ganância e imprevidência.





