As vítimas da Justiça do Trabalho - Renzo Sansoni
Renzo Sansoni
Leio, no jornal, o seguinte e clangoroso libelo contra a Justiça do Trabalho: Quero me solidarizar com o leitor sr. Antônio Cruz pelas vicissitudes que passou. Estamos fartos de ver tantos e tantos casos de atuação danosa contra o empresário brasileiro. Quantas empresas fecharam suas portas por causa da situação da (in)Justiça do Trabalho! Quem sabe esteja na hora de fundarmos a Ordem das Vítimas da Justiça do Trabalho, uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo de instar as associações comerciais (representantes dos empresários) a nos defender do massacre da CLT; propalar no Congresso que a Justiça do Trabalho é uma das maiores fechadoras de postos de trabalho; publicar nos jornais as barbáries que são cometidas todos os dias; cobrar da OAB ética de seus membros que mentem ao montar seus processos, já que quem julga, julgará a seu favor? Ética também dos advogados que cobram 20% de um valor irreal. Meu caso: um caseiro trabalhou cinco meses e nas contas apresentou 1.500 horas extras, o que o faria trabalhar 19 horas por dia. Num sítio sem criação e sem lavoura. A Justiça do Trabalho não quer saber se é verdade ou não e tome sentença! Caso algum colega de infortúnio queira aderir à criação da Ordem das Vítimas da Justiça do Trabalho dê um alô. (Segue o nome do missivista e seu telefone).
Este desabafo não poderia passar despercebido de nossa parte. Acompanhando o noticiário de vários jornais deste país, o que se constata é uma ojeriza enorme, de muita gente, contra o que se convencionou chamar de Justiça do Trabalho. Minha birra pessoal: há alguns anos, uma funcionária, para ser admitida em minha clínica, mentiu para mim e para meu contador. Trabalhou 29 dias e foi, descoberta a fraude, despedida. Saiu pisando alto, dizendo que ia procurar seus direitos na lei. Fui condenado a pagar R$ 1.500 em dinheiro (não podia ser cheque!), para um salário de R$ 200. Ela trabalhou um mês e recebeu por oito meses.
Ficou-me a impressão, na audiência, que estava diante de um tribunal nazista, na pele de um réu judeu. Vários comerciantes, industriais, profissionais liberais, fazendeiros, amigos e clientes, também testemunharam, em conversa franca e aberta, que poderiam ajudar muitas e muitas famílias, não fosse a Justiça Trabalhista tão unilateral, tão onipotente, tão pantagruélica e tão tirânica. E quantos empregos, tanto na indústria quanto no comércio, foram extintos pela certeza de atritos e humilhações nos tribunais em pauta!
A hora é de denunciar os desmandos e parcialidades. A hora é de nos associarmos contra arbitrariedades e alicantinas. Se sabe, ou sofreu, injustamente, alguma vez, este tipo de coisa, denuncie. Procure os jornais, a televisão, o rádio, sua associação de classe. O Brasil precisa de transparência, de gente séria e de democracia autoritária. Sem histeria e com forte determinação de ajudar na busca da decência. A verdade, provada pelas estatísticas, é que há patrões desonestos. Mas a maioria absoluta não é. É em nome desta maioria, que tanto ajuda o País, a razão e a homenagem destas linhas.





