Agora que os candidatos ao segundo turno estão definidos em Londrina, é oportuno rememorar os programas de governo que ambos apresentaram, embora o eleitor não se ligue muito nessas propostas de campanha e se guie, aparentemente, pela empatia com este ou aquele candidato. No caso específico de Londrina, pode-se adicionar doses de aceitação e de rejeição sistêmicas. Não houve, desta vez, vontade de renovar, e também não será neste pleito que se elegerá um prefeito nascido na cidade, porque os dois e todos os anteriores são oriundos de outros lugares. Nada estranho numa cidade cujos antepassados e muitos de seus filhos vieram de todos os cantos do Brasil e de países europeus e asiáticos. Como coisas novas podem ser apresentadas aos programas anunciados na propaganda de campanha pelos candidatos Antonio Belinati e Nedson Micheleti, este Jornal reedita hoje as propostas já apresentadas por eles. Na área da saúde Belinati propõe, se eleito, construir o Vô, que é um hospital gratuito para idosos, assim com o PAI que ele implantou para as crianças. Afora este, é de seu programa instalar, com recursos federais, outro hospital, para desafogar os atuais. Já Nedson visa, se reeleito, ampliar as equipes de saúde da família e de saúde bucal para adultos, bem como captar recursos para as UTIs de alta complexidade e buscar investimentos do setor privado. Falando da segurança, os dois candidatos acenam com a recorrência a mais ajuda do Estado. Nedson declara que está investindo na construção do quartel da zona oeste. No programa da educação, Belinati propõe a criação imediata de 2 mil vagas de emergência nas creches, incluindo os distritos, melhor iluminação externa nos prédios escolares e a propalada Universidade Popular, destinada apenas a alunos que residem na cidade há mais de um ano. Nedson se inclina primordialmente para a educação infantil. O ex-triprefeito fala da reciclagem do lixo e de apoio aos catadores individuais, e o prefeito atual anuncia a ampliação da coleta seletiva. Na área de cultura/lazer/turismo, Belinati anuncia um parque temático, incentivo a promoções esportivas e recomendação aos hotéis e serviços para que promovam eventos de fins de semena. Nedson fala de prosseguir o incentivo ao esporte nos bairros e aos eventos culturais, bem como a urbanização dos fundos de vales. A habitação popular, que em gestões anteriores foi um dos destaques de Belinati, terá atenção especial em seu governo, conforme a proposta de campanha. Ele afirma que a Caixa Econômica tem muito dinheiro para isso e que será só ir buscá-lo. Nedson refere-se a 900 famílias sem moradia adequada e que será preciso pensar nelas. Para o ex-prefeito, construir um centro de qualificação profissional de adolescentes, nos bairros, é fundamental. Nedson, de sua vez, anuncia a continuidade dos serviços nesse setor e a criação do Conselho Municipal da Juventude. Belinati diz que contratará engenheiros de tráfego para readequar o sistema viário. Nedson afirma que será preciso reformular o plano diretor da cidade, contemplando também o trânsito e o código de obras. No que respeita à geração de empregos, Antonio Belinati defende a volta das frentes de trabalho da Prefeitura, em forma de cooperativa, o desenvolvimento dos distritos industriais e a captação de novos investidores, dando prioridade ao pequeno negócio e às empresas locais. Nedson deseja criar um condomínio industrial, sobretudo para a área de alimentos, e dá importância às ONGs para ocupação de mão-de-obra e renda. É dele o projeto Mil ONGs, nesse sentido. Nenhum dos dois candidatos falou do trato mais científico para o lixo, por via de usinas de beneficiamento, nem do embelezamento da cidade.

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