Grupos neonazistas que se insurgem contra os judeus nunca deixaram de existir e continuam ativos em muitas partes do mundo. A eles se somam os antinegros, os anti-homossexuais, os antiminorias e as muitas tribos que abominam comportamentos de outras pessoas. Estas últimas (e cada uma das tantas) identificam-se por vestimentas, calçados, adereços, tatuagens, piercings, penteados, preferências musicais, atividades e pontos de encontro.

A descoberta de mais um núcleo neonazista - agora em Quatro Barras, próxima de Curitiba - ganhou mais destaque no noticiário porque envolveu o assassinato de um casal. Os suspeitos estão entre membros de grupo rival da mesma linha. De todas as correntes, estes são os mais fanáticos (com anseios de expansão e dominação) e seu discurso mais intenso prega o ódio aos judeus e descendentes e a não aquisição de produtos dessa origem. Porém, os mais afoitos são os skinheads (os cabeças-raspadas), que atacam violentamente os gays.

Os agrupamentos e organizações que vêm sendo citados pela mídia são uma característica da mescla social. Muitos são explícitos e outros (a maioria) se ocultam por trás de muitas máscaras. Em alguns países são as divisões de castas, em outros os preconceitos raciais e sociais (sutilmente presentes em quase todos os seres humanos). Dissenções existem nos meios religiosos mais extremados, onde o fanatismo é intenso, e se não levam a confrontos diretos são muitas vezes manifestadas em pregações dos mais exaltados, no rádio e na televisão. A sociedade é formada por tribos, que embora não identificadas por denominações ou símbolos são distintas e perceptíveis, seja por ideologia, crença religiosa, comportamento, nível social, grau de cultura, tradição e costumes arraigados. O grave é quando o fanatismo fere as leis do País e chega a extremos, ou quando há desmando e abuso de autoridade, no caso das tribos que comandam as instituições públicas.

A raça humana se compõe dessas diversidades, e nessa mistura existem também as pessoas (a maioria) que se podem denominar normais, tomando por base os padrões mais aceitos do convencionalismo social - e este também defeituoso. O racismo é abominável, assim como todas as ideologias separatistas, mas isto (explícito ou implícito) está presente no âmago do ser humano. Para mudar tais repulsas, conceituações e costumes seria necessário que houvesse mudanças, uma a uma, de todas as pessoas e todas se unificassem num único padrão, o que seria abominável. Por isso apenas os excessos, quando prejudiciais ao conjunto, é que devem ser combatidos.

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