No momento em que leio neste jornal que a professora da UEL Angelita Marques Viselli realiza exposição de imagens de Francisco de Assis, revelo uma devoção minha pelos escritos desse santo universal, não só os de seu tempo terreno como também os atuais, que chegam da dimensão celestial onde ele se encontra (fui a Assis, e ali senti a magia desse lugar e do recinto de sua tumba, na Basílica de São Francisco).

À semelhança de Jesus, também ele peregrinou pelos países mais populosos de então. Francisco teve várias encarnações. Numa delas, ele se denominava mestre Kuthumi, e passou a enviar mensagens com esse nome, como é conhecido na literatura da Grande Fraternidade Branca - uma comunidade de iluminados seres do Plano Espiritual e à qual também pertencem Jesus e outros avatares que a humanidade conheceu.

Francisco nasceu em Assis, na Itália, mas quando de seu nascimento o pai encontrava-se a trabalho na França, daí o denominaram Francesco. Seu pai era um rico comerciante, e quando jovem Francisco desfrutou de riquezas, mas converteu-se depois que se apaixonou por uma bela jovem. Foi então que ela lhe mostrou o seio corroído pela lepra. A partir desse impacto, ele a abraçou e a beijou, e passou a consolar os leprosos, dos quais todos corriam, temendo contagio.

Sua vida foi dedicada aos portadores dessa doença, então incurável, e aos desconsolados. Ele falava também com os animais, e diz-se que o entendiam. Certa vez, na igreja da São Damião, ele teve uma visão extraterrena e viu-se rodeado de seus filhos espirituais.

O grande santo, que deu ao atual papa a inspiração para denominar-se Francisco, passou por vicissitudes, foi preso quando soldado e enfrentou algumas contrariedades da Igreja. Morreu jovem e pobre como "il povarello", aos 44 anos. Sua história é conhecida sobretudo pelas suas palavras de amor e sabedoria, e pela sua mais sublime oração, que diz: "Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz/ onde houver ódio que eu leve o amor/ onde houver ofensa que eu leve o perdão/ onde houve discórdia que eu leve a união/ onde houver dúvida que eu leve a fé/ onde houver erro que eu leve a verdade/ onde houver desespero que eu leve a esperança/ onde houver tristeza que eu leve a alegria/ onde houver trevas que eu leve a luz/ ó, Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado/ mais compreender que ser compreendido/ mais amar que ser amado/ pois é dando que se recebe/ é perdoando que se é perdoado/ é morrendo que se nasce para a vida eterna".

Muitos não acreditam que Francisco de Assis e Jesus, assim como outros iluminados seres do Plano Espiritual - a maioria deles desconhecidos das igrejas dominantes -, estejam enviando mensagens, e o fazem desde que ascensionaram. Porque mantêm seus vínculo com este planeta e com seus habitantes. Francisco disse recentemente: "Entre nós, nos reinos superiores, existe uma legião dos que assistem e auxiliam os coirmãos da Terra. Entre eles Maria, a mãe de Jesus. Nós também a veneramos. Ela é capaz de manifestar-se a vocês de forma que a vejam. Valham-se de sua ajuda, invoquem-na e recebam. Chamem a todos nós, e estaremos com vocês. Servir é também nosso desejo. E onde fica nossa casa? Fica em todos os lugares onde estivermos. Abram os seus corações para a compaixão, sem julgar. Vislumbrem brilhando diante de vocês uma ponte que nos une. Eu sou um irmão mais velho de vocês".

WALMOR MACCARINI é jornalista em Londrina

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