Londrina destaca entre seus expoentes culturais o Festival de Música e o Festival de Teatro (que se realizam com sucesso há várias décadas) e há cinco anos o Festival de Dança, que veio se firmando e começa a criar tradição. Este último inicia hoje sua 5ª edição e promete muitas atrações até domingo, desde a programação artística até a grade pedagógica, com cursos de dança clássica, dança contemporânea, street dance, didática para dança e investigações coreográficas.
  Os três festivais (acrescentando-se a estes um festival de jazz) realizam-se anualmente e sempre têm esbarrado na insuficiência de verbas, porque os poderes públicos economizam nas promoções culturais embora sejam pródigos na gastança para manter sua própria estrutura, sempre recheada de mordomias e abusivos gastos supérfluos.
  O Festival de Dança, promovido pela Associação dos Profissionais de Dança de Londrina e reunindo 450 dançarinos e outros profissionais da área, irá realizar-se com a curta verba de R$ 79 mil, patrocinada pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura. Leonardo Ramos, organizador do Festival, ressalta que a intenção é incluir Londrina num roteiro de circulação de companhias, de forma a intensificar o intercâmbio entre elas.
  Os organizadores já anunciam mudanças para o ano que vem, depois de perceber o comportamento do público nos festivais de música e de teatro. As platéias comparecem para assistir a espetáculos e não para ver grupos concorrendo. Esse conceito valoriza a presença e a satisfação do público, que é razão única para qualquer apresentação artística ou outra modalidade de manifestação cultural.
  Londrina, por razões nunca conhecidas, não consegue evoluir no futebol – que se arrasta, com minguadas conquistas, há mais de 50 anos – mas tem se destacado em outros esportes e na ginástica rítmica e marcadamente na atividade artístico-cultural.
  Os festivais de teatro e música são eventos que ganharam abrangência transnacional, porque elencos de várias partes do mundo participam. Quanto a esses gêneros, Londrina já se firmou como destacado pólo e é referência nos calendários culturais. Uma cidade não respira apenas pelo seu progresso econômico, político e social mas também pela evolução na cultura e nas artes.

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