As lições do papa Francisco
Que os ensinamentos do papa Francisco permaneçam gravados na memória e nos corações dos brasileiros, independentemente da religião. O Sumo Pontífice esteve a semana passada no Brasil, onde participou da Jornada Mundial da Juventude. Em sua primeira viagem internacional como representante máximo da Igreja Católica, se mostrou com um carisma impressionante, esbanjou simpatia e revelou uma grande simplicidade. Seus gestos, comportamento e discursos conseguiram cativar a todos, sem distinção.
Ainda que ele não tenha se manifestado sobre temas polêmicos como o uso da camisinha, casamento gay e adoção de filhos por homossexuais, eutanásia e aborto , suas palavras devem permanecer. Com clareza, abordou todos os assuntos que afligem a sociedade atual. Discorreu sobre a importância dos jovens e da necessidade de garantir a sua inclusão social; pediu a valorização dos idosos na sociedade, detentores da "sabedoria da vida".
Falou sobre as drogas, anunciou os traficantes como os mercadores da morte. Também discursou sobre política, sobre a vigilância contra a corrupção, o egoísmo e um assunto tão particular aos brasileiros: as manifestações populares. Pediu diálogo. "O futuro exige hoje reabilitar a política, uma das formas mais altas de caridade", disse o papa.
Deu novas orientações e diretrizes à Igreja. Assim como na vida em sociedade, disse que é importante trazer os jovens à religião e ouvi-los. Pediu maior participação feminina, "que tem um papel fundamental na transmissão da fé". Lembrou, enfatizou a importância dos pobres, a aproximação com Jesus Cristo e uma igreja "em estado permanente de missão".
Resumidamente, o papa deixou lições importantes e que devem ser trazidas ao cotidiano de todos. Inclusão social, ética, caridade, bondade e, acima de tudo, humildade são valores que devem ser cultivados e lembrados sempre. Acima de doutrinas religiosas, o bom comportamento é esperado de todo cidadão e não pode ser esquecido.





