As incursões de Obama pela causa da paz
Os movimentos dos governantes no mundo têm reflexos diretos e indiretos sobre a humanidade inteira e não há nada que aconteça nos maiores ou nos mais isolados pontos do Planeta que não afete a todos. Bons passos dados tendem a causar repercussões correspondentes, e da mesma forma os atos de insensatez geram inquietação. O efeitos reais ou psicológicos se propagam com a rapidez das comunicações, hoje quase tão velozes quanto os pensamentos.
Por isso tem relevância para todo o mundo a nova ordem que se implantou nos Estados Unidos com a eleição de Barack Obama e com as posturas que ele vem assumindo. Sua presente visita à Arábia Saudita e ao Egito tem significado histórico, porque visa entendimentos entre nações em conflito e a busca da tão apregoada e desejada paz. Obama tem pedido mais tolerância entre os EUA e os países muçulmanos, como forma de remendar estragos causados pelo antecessor, George W. Bush, e esse esforço tem o condão de ir atenuando beligerâncias, na maioria ainda arraigadas e de difícil extirpação.
Osama Bin Laden (ou pelas palavras atribuídas a ele) reage a essa incursão do presidente norte-americano àquela região, porque depois de tantas guerras e terrorismo o clima é ainda incandescente, e o próprio hábito de determinadas nações viverem em quase constante estado de confronto torna demorado um restabelecimento da confinça. Potências armadas e economicamente poderosas como os Estados Unidos sempre infundem temor e, na contrapartida, o terrorismo já diz tudo no próprio nome. Barack Obama demonstra boa vontade de reverter a situação, e o faz com palavras e com sua presença em pontos como os agora visitados. Poderá chegar o momento de ele aportar em missão de paz no Irã, na Coreia do Norte, em Cuba e na Venezuela. Óbvio que todos esperam que ações se sigam às palavras, como o cessar do intervencionismo histórico dos EUA. O ocupante do trono da Casa Branca tem de enfrentar também a opinião pública de seu país, que não é omissa mas muito participante. Porque os Estados Unidos são uma pátria propriamente dita e não apenas um povo que se cala e permite que os governantes mandem e desmandem.
E enquanto isto acontece, outra boa notícia foi a divulgada ontem de que a 39 Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos chegou a um acordo para a reintegração de Cuba a esse organismmo, o que porá fim a um separatismo de 47 anos. Esses acontecimentos contribuem para enfraquecer os discursos dos recalcitrantes, que assim encontrarão menos ressonância.





