A campanha eleitoral ora em andamento é a prova de fogo também para os veículos de comunicação de massa. Assédios por parte das assessorias dos candidatos são ocorrências diárias, na briga por um espaço nas publicações e um tempo nos programas jornalísticos de rádio e televisão.
A Folha de Londrina, reforçando projeto editorial e gráfico implantado em dezembro do ano passado, muito antes do início da campanha eleitoral definiu sua postura em relação ao tratamento do tema em suas páginas. Ainda no primeiro semestre, uma reunião da superintendência do jornal com a chefia de redação, os chefes de reportagem e os editores de Política aprovou e relacionou procedimentos, que estão sendo cumpridos ao pé da letra.
Essa espécie de manual para a cobertura das eleições tem uma importância maior que o eleitor possa imaginar, pois não se trata apenas de definição de critérios para facilitar o trabalho jornalístico. Pelo contrário, contém um posicionamento forte e firme da direção da Folha e de todo o seu quadro de jornalistas.
Para que se faça uma síntese, o fundamental no momento é o eleitor saber que, para a Folha, é importante que a sociedade conheça as propostas dos candidatos aos cargos executivos, sem reduzir a importância daqueles que disputam a Assembléia Legislativa, a Câmara Federal e o Senado. E tão importante quanto conhecer as propostas é o eleitor, através da cobertura jornalística séria e imparcial, conforme ocorre com a linha editorial independente da Folha, poder concluir se tais proposições são apenas de palanque ou terão como ser cumpridas.
Não é o jornal que dirá, portanto, se este ou aquele candidato é o ideal. Tampouco se uma proposta é melhor do que a outra. O papel da jornal e a postura da Folha é esta é de mostrar quem são os candidatos e o que eles têm a oferecer. Desta forma, o eleitor poderá concluir se este ou aquele postulante a um cargo público merece ou não o seu voto.
Brigas eleitoreiras também não interessam ao eleitor, como também não é papel do jornal publicá-las, pois devem ser resolvidas na Justiça. Mas merecerão tratamento jornalístico se contiverem comprovações de fraudes que representem prejuízos para a sociedade.
Essa tem sido a posição da Folha nestes últimos meses não somente em relação à campanha eleitoral, mas também quando se trata do poder público, seja municipal, estadual ou federal. Um jornalismo independente, que ganha a preferência do leitor conforme atestam os seus assinantes e os paranaenses que compram o jornal nas bancas e nos demais pontos de venda.
Para a Folha, trata-se de uma receita certa, já aceita pelos leitores.

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